RESUMO
- A técnica de miniestaquia foi desenvolvida para
espécies do gênero Eucalyptus no
final da década de 90 e revolucionou a propagação
vegetativa de espécies florestais no Brasil e no
mundo. Este trabalho objetivou implementar e adequar a
técnica de miniestaquia para a cultura da erva-mate
(Ilex paraguariensis), buscando avaliar a produção
e sobrevivência das minicepas em quatro coletas
sucessivas e a sobrevivência, crescimento em altura
e diâmetro do colo das mudas obtidas. As minicepas
foram obtidas a partir de mudas produzidas via semente,
das quais promoveu-se a coleta sucessiva de miniestacas,
sendo estas submetidas a diferentes dosagens do regulador
de crescimento AIB (0, 1500, 3000 e 6000 mg L-1). Com
base nos resultados obtidos, conclui-se que a miniestaquia
de erva-mate, a partir de material de origem seminal,
é tecnicamente viável, atingindo-se valores
médios de 75% de sobrevivência aos 120 dias
idade das mudas, sem a necessidade de aplicação
de reguladores de crescimento para enraizamento, tornando-se
uma alternativa para a produção de mudas
desta espécie em menor tempo, durante todo o ano,
sem a necessidade de utilização de produtos
químicos, além de ser uma alternativa potencial
para a propagação vegetativa de mudas oriundas
de sementes provenientes de famílias selecionadas.
Palavras-chave:
enraizamento, silvicultura clonal, multiplicação.
ABSTRACT
- This work aimed to evaluate the minicutting technique
as a method for vegetative propagation of Ilex paraguariensis
analyzing the production and survival of ministumps in
four successive collections. Survival and growth in height
and stem diameter of the obtained plantlets were analyzed.
The ministumps were obtained from seedlings, from which
successive collections of minicuttings were made, and
which were submitted to different dosages of the growth
regulator IBA (0, 1500, 3000 and 6000 mg L-1). Based on
the obtained results, it is concluded that the minicutting
technique applied to Ilex paraguariensis, using
plants originated from seeds is technically viable. Survival
of 120 days reached the mean value of 75%, even without
the application of IBA, thus becoming an alternative for
the production of plantlets of this specie, in a shorter
time, and during the whole year. It is also a potential
alternative for the vegetative propagation of seed originated
plants from selected families.
Key-words:
Rooting, clonal forestry, multiplication.
1.
INTRODUÇÃO
A produção de mudas de erva-mate via sementes
apresenta uma série de limitações
e dificuldades, podendo-se destacar: baixa qualidade genética
e fisiológica das sementes (Sturion, 1988); dormência
das sementes; longo tempo destinado à estratificação
das mesmas (de quatro a seis meses); germinação
demorada, desuniforme (de 100 a 360 dias) (Prat Krikun,
1993; Menna, 1995) e em baixo percentual (em geral, inferior
a 20%) (Menna,1995; Sturion, 1988); longo período
de produção das mudas (Grigoletti Júnior
et al., 1997; Sturion, 1988; Higa, 1982); necessidade
de repicagem das mudas e; dificuldade de obtenção
de sementes com alto padrão genético. Todos
estes fatores contribuem para a obtenção
de mudas de menor qualidade e elevar o custo de sua produção,
além de limitar a seqüência dos programas
de melhoramento genético da espécie.
Os protocolos de estaquia desenvolvidos para a propagação
vegetativa de erva-mate têm apresentado uma série
de limitações para sua adoção
em escala comercial, principalmente em relação
a métodos eficientes de rejuvenescimento de material
adulto, ao desenvolvimento das técnicas de manejo
do ambiente de propagação, manejo das estacas
pós enraizamento em relação a nutrição,
sistemas de enraizamento e condução que
não necessitem de transplante para as estacas enraizadas,
sombreamento e vigor do sistema radicular. Por outro lado,
há a necessidade de estabelecer testes clonais,
visando estudos de comparação do crescimento
de mudas clonais com mudas originárias de sementes
(Wendling, 2003).
A miniestaquia é uma técnica que foi desenvolvida
para plantas do gênero Eucalyptus (Assis
et al., 1992; Assis, 1996; Xavier e Comério, 1996;
Comério et al., 1996; Xavier e Wendling, 1998;
Wendling, 1999). Consiste em manter os genótipos
selecionados em recipientes no viveiro (jardim miniclonal),
onde, após a poda de seus ápices, estes
emitem brotações que serão coletadas
em intervalos regulares e estaqueadas em casa de vegetação,
originando as mudas para o plantio comercial.
Em relação a técnica de estaquia
convencional de Eucalyptus, a miniestaquia apresenta
uma série de vantagens: eliminação
do jardim clonal de campo; maior facilidade no controle
de patógenos, bem como das condições
nutricionais e hídricas no jardim miniclonal; maior
produtividade, uma vez que as operações
de manejo do jardim miniclonal, coleta e confecção
de miniestacas são mais fáceis e rápidas
de serem executadas; maior produção de propágulos
(miniestacas) por unidade de área e em menor unidade
de tempo; a necessidade de menores dosagens de reguladores
de crescimento vegetal e, em alguns casos, até
a sua exclusão completa; a coleta das miniestacas
pode ser realizada em qualquer horário do dia;
a melhor qualidade do sistema radicular em termos de vigor,
número, uniformidade e volume; redução
do tempo de formação da muda no viveiro,
devido ao menor tempo de permanência para enraizamento.
Em termos de desvantagens da miniestaquia em relação
à estaquia convencional pode-se citar: a maior
sensibilidade das miniestacas às condições
ambientais; a necessidade de maior rapidez entre a coleta
dos propágulos no jardim miniclonal e a sua estaquia
em casa de vegetação e a necessidade de
um cronograma de produção melhor sincronizado.
Segundo Wendling (2003), a clonagem comercial em nível
de famílias, via material juvenil de origem seminal,
é uma ferramenta potencial para obtenção
de melhorias da qualidade do produto final obtido, pois,
mesmo que não se tenha certeza do genótipo
a ser multiplicado, tem-se estimativas de superioridade
dos progenitores, bem como, uma maior uniformidade dos
plantios obtidos. Além disso, é importante
para o estabelecimento das metodologias básicas
para a futura implementação da técnica
de miniestaquia visando a clonagem de material adulto.
Assim, em vista do exposto acima e da não existência
de pesquisas com miniestaquia em erva-mate, o presente
estudo objetivou avaliar a técnica como método
de propagação vegetativa para plantas de
erva-mate, quanto: a) à capacidade produtiva da
miniestaquia por meio da produção e sobrevivência
das minicepas nas sucessivas coletas; b) ao enraizamento,
à sobrevivência e ao vigor vegetativo (altura
e diâmetro do coleto) das mudas originadas; e c)
ao efeito da aplicação de diferentes dosagens
do regulador de crescimento AIB (0, 1500, 3000 e 6000
mg L-1) no enraizamento, na sobrevivência e no vigor
vegetativo das miniestacas.
2. MATERIAL E MÉTODOS
O
experimento foi desenvolvido na área de pesquisa
em propagação de plantas, da Embrapa Florestas,
Colombo - PR, tendo seu início em outubro de 2002
e encerramento em fevereiro de 2003. Foram utilizadas
mudas de erva-mate de 2 anos de idade (pós semeadura),
produzidas em sacos plásticos de 15,0 x 10,0 cm,
com terra de subsolo, provenientes da região de
São Mateus do Sul - PR.
Os procedimentos gerais para a técnica de miniestaquia
utilizados seguem as seguintes definições:
- Minicepa: muda produzida via semente que teve seu ápice
podado em torno de 5 a 7 cm acima do colo e que objetivou
a produção de brotações para
a confecção de miniestacas.
- Miniestaca: brotação da minicepa coletada
e preparada com tamanho entre 3 e 6 cm, contendo o ápice
e de um a dois pares de folhas reduzidas à metade,
para enraizamento em casa de vegetação.
- Jardim miniclonal: conjunto de minicepas acondicionadas
em sacos plásticos, em condições
de casa de sombra, nas quais foram coletadas as miniestacas
para o enraizamento.
O
jardim miniclonal localizou-se em condições
de casa de sombra, constituído por 60 minicepas,
dispostas no delineamento inteiramente casualisado, com
cinco repetições e 12 minicepas por repetição.
A primeira poda foi efetuada em 02/10/2002. As minicepas
foram adubadas semanalmente, aplicando-se 50 mL da seguinte
formulação por minicepa: sulfato de amônio
(4,0 g L-1), superfosfato simples (10,0 g L-1), cloreto
de potássio (4,0 g L-1) e 1,0 g L-1 de solução
de micronutrientes (9% de Zn, 1,8% de B, 0,8% de Cu, 3%
de Fe, 2% de Mn e 0,12% de Mo).
A coleta das miniestacas foi efetuada em intervalos variáveis
de 30 a 40 dias (coleta 1 = 31/10/02; coleta 2 = 10/12/02;
coleta 3 = 15/01/03; coleta 4 = 20/02/03; coleta 5 = 24/03/03
e; coleta 6 = 30/05/03), conforme o vigor das brotações
e de forma seletiva.
Para o enraizamento, as miniestacas permaneceram em casa
de vegetação (70 dias), seguindo posteriormente
para a casa de sombra, com sombrite de 50% para aclimatação,
onde após 50 dias foram avaliadas (total de 120
dias de idade). Somente as miniestacas da primeira coleta
no jardim miniclonal foram colocadas para enraizar, sendo
este procedimento realizado em 31 de outubro de 2002.
Após o enraizamento das miniestacas e saída
da casa de vegetação, as mudas também
receberam uma adubação semanal da mesma
formulação descrita para o jardim miniclonal,
sendo aplicados 6 mL por muda.
Os recipientes utilizados para o enraizamento das miniestacas
foram tubetes plásticos de 55 cm3 e o substrato
formado pela mistura de casca de arroz carbonizada (35%),
vermiculita de granulometria fina (35%) e plant max? (30%).
A umidade relativa do ar no interior da casa de vegetação
foi mantida acima de 80%, por meio de um sistema de nebulização
controlado por timer e umidostato. A temperatura foi mantida
entre 25 e 320 C, por meio de um sistema de resfriamento,
controlado por termostato. O controle fitossanitário
durante o período de permanência das miniestacas
na casa de vegetação foi realizado por meio
de uma pulverização semanal com Benlate
(1 g L-1) e Captan (1 g L-1), em aplicações
alternadas. Previamente a sua introdução
no substrato, as miniestacas não receberam nenhum
tratamento de desinfestação.
Buscando avaliar o efeito da aplicação exógena
do regulador de crescimento AIB no enraizamento, na sobrevivência
e no vigor vegetativo das miniestacas, foram avaliadas
quatro concentrações deste (0, 1500, 3000
e 6000 mg L-1), dissolvido em hidróxido de sódio
(NaOH) e completado com água destilada. As miniestacas
tiveram suas bases mergulhadas na solução
de regulador por um período de 10 segundos, antes
de serem estaqueadas no substrato.
As avaliações foram compostas pela sobrevivência
das minicepas e produção individual de miniestacas
por minicepa, após a realização de
cada coleta. As avaliações das miniestacas
postas para enraizar foram realizadas na saída
da casa de vegetação (70 dias - sobrevivência
das miniestacas) e na casa de sombra (120 dias - percentual
de enraizamento, altura e diâmetro do coleto das
mudas).
O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente
casualizado, com quatro repetições, de seis
miniestacas cada. Os dados de produção de
miniestacas foram submetidos à análise de
variância e as médias, discriminadas pelo
teste de Agrupamento de Scott-Knott, a 5% de probabilidade.
Às variáveis quantitativas foram aplicados
testes de regressão.
3. RESULTADOS E CONCLUSÕES
A
sobrevivência das minicepas do jardim miniclonal
foi de 100% após as seis coletas de miniestacas,
indicando que o sistema de jardim adotado no presente
estudo foi eficiente, aliado ao bom manejo adotado.
Como pode ser observado na Figura 1, a produção
de miniestacas por minicepa na coleta C1 e C5 foi significativamente
inferior aquela das coletas C2, C3, C4 e C6. Este comportamento
pode ser resultado da adaptação das minicepas
à quebra de dominância apical após
a primeira poda e a reorganização do sistema
de crescimento ortotrópico para um sistema mais
plagiotrópico (indução de brotações
laterais). Assim, após a primeira coleta de brotações,
as gemas dormentes tornaram-se ativas, resultando em maior
estímulo ao crescimento. Quando se observa a baixa
produção da coleta C5, percebe-se que o
efeito da adaptação a primeira poda na menor
produção da coleta C1, conforme explicitado
acima, não foi tão intenso, uma vez que
a produção se igualou a coleta C5. Desta
forma, pode-se supor que o efeito do intervalo entre as
coletas (C1 = 29 dias; C2 = 40 dias; C3 = 36 dias; C4
= 36 dias; C5 = 32 dias; C6 = 37 dias) também pode
ter sido decisivo na quantidade de miniestacas produzidas
por minicepa.

Figura
1 - Número de miniestacas produzidas por minicepa
(PRODMC) em função do número de coletas
(C) efetuadas no jardim miniclonal de erva-mate (Ilex
paraguariensis). Médias seguidas de pelo menos
uma mesma letra não diferem entre si pelo teste
de Agrupamento de Scott-Knott, a 5% de probabilidade.
Para Eucalyptus a produção de miniestacas
por minicepa é variável conforme o sistema
de jardim miniclonal adotado: 5,6 miniestacas por minicepa
por coleta em sistema de hidroponia em calhetão
a cada 5-10 dias (Wendling, 2002); 1,9 miniestacas por
minicepa no sistema de jardim miniclonal em tubete a cada
20 dias (Wendling, 1999); 2,4 miniestacas por minicepa
no sistema de tubetes com fertirrigação
por inundação a cada sete dias (Titon, 2001).
Para espécies nativas, Santos (2002) utilizou sistemas
de jardim miniclonal em tubetes plásticos de 200
cm3, com coletas a cada 30 dias obtendo as seguintes produções
de miniestacas por minicepa: 1,3 para cedro rosa; 1,1
para mogno; 1,6 para angico vermelho e 3,8 para jequitibá
rosa.
No presente estudo, a produção de miniestacas
por minicepas para a erva-mate foi de 2,2 a cada 35 dias
(em média), denotando estar em um patamar compatível
com outras espécies, principalmente nativas. O
elevado tempo entre as coletas poderá ser reduzido
mediante pesquisas com temperatura e luz no ambiente das
minicepas, nutrição específica para
produção de brotos, entre outros.
Conforme a Figura 2 (A e B) não houve influência
significativa (P > 0,05), pelo teste F das diferentes
dosagens do regulador de crescimento para enraizamento
AIB aplicadas. Isto pode ser explicado, em parte, pelo
fato de se tratar de material juvenil, no qual o balanço
hormonal interno mostra-se favorável ao enraizamento,
podendo ocorrer, em certas condições, uma
resposta negativa às aplicações hormonais
adicionais. Estas constatações estão
de acordo com os resultados obtidos por Santos (2002)
para cedro rosa e mogno; já para jequitibá
rosa e angico vermelho, o mesmo autor concluiu que a dosagem
de 2000 mg L-1 de AIB influenciou positivamente na sobrevivência
das miniestacas.

Figura
2 - Sobrevivência das miniestacas na saída
da casa de vegetação - 70 dias (SOBSCV -
A) e aos 120 dias (SOB120 - B) em função
da aplicação de diferentes dosagens de AIB,
na miniestaquia de erva-mate (Ilex paraguariensis).
Segundo Hartmann et al. (1997), aplicações
exógenas de reguladores de crescimento aos propágulos
vegetativos, principalmente auxinas, proporcionam maior
percentual, velocidade e qualidade de enraizamento, embora
as concentrações recomendadas variem em
função da espécie, do estado de maturação,
das condições ambientais, da forma de aplicação,
entre outros fatores (Wilson 1994, Chung e Lee, 1994).
Desta forma, considerando os altos valores de sobrevivência
das mudas obtidos (média geral de 75%), tem-se
a indicação de que a erva-mate apresenta
boa aptidão natural ao enraizamento de miniestacas
oriundas de material juvenil, não justificando
a aplicação do regulador de crescimento
para enraizamento.
Além do aumento dos percentuais de enraizamento
em propágulos mais juvenis, a melhor qualidade
e a maior rapidez de formação do sistema
radicular também têm sido citadas (Gomes,
1987), denotada pelo aumento no vigor radicular (número
e comprimento de raízes) (Schneck, 1996). Sand
(1989), avaliou o comprimento médio das maiores
raízes de estacas oriundas de plantas de erva-mate
com seis meses, 18 meses e 60 anos de idade em comparação
com estacas de rebrotes oriundos de plantas de 60 anos.
Obteve 11,5 cm, 10,6 cm, 8,4 cm e 5,8 cm, respectivamente,
para os quatro tratamentos, ressaltando a importância
do fator juvenilidade dos propágulos no vigor do
sistema radicular.
Nota-se também a não ocorrência de
mortalidade das mudas que saíram da casa de vegetação
em relação a sobrevivência aos 120
dias, denotando um bom enraizamento e formação
de sistema radicular em casa de vegetação
que suportasse a muda em condições de ambiente
mais drástico de casa de sombra. As mudas produzidas
via miniestaquia no presente estudo apresentaram sistema
radicular vigoroso e ramificado, enquanto que mudas produzidas
pelo processo de estaquia a partir de material adulto,
nas mesmas condições ambientais e de manejo,
apresentaram sistema radicular bem menos desenvolvido
e pouco ramificado (Figura 3), o que demonstra a importância
de se trabalhar com materiais juvenis ou rejuvenescidos
na propagação vegetativa de erva-mate.

Figura
3 - Aspecto da parte aérea e sistema radicular
de mudas de erva-mate (Ilex paraguariensis) com
quatro meses de idade, produzidas via estaquia de material
adulto (A) e miniestaquia de material juvenil (B).
Hartmann et al. (1997) afirmam que a formação
de calo em propágulos é um indicativo do
fornecimento de condições ambientais adequadas
para o enraizamento, porém, quando se observa a
ausência e presença de calo em propágulos
juvenis e adultos, respectivamente, conclui-se que, para
erva-mate, a formação de calo é um
indicativo de baixa juvenilidade dos propágulos.
Os resultados obtidos para altura (Figura 4 - A) e para
o diâmetro do coleto (Figura 4 - B) aos 120 dias
de idade confirmaram as inferências feitas a respeito
da sobrevivência das miniestacas na saída
da casa de vegetação e da sobrevivência
das mudas aos 120 dias, onde não houve influência
significativa (P > 0,05, pelo teste F) da aplicação
de AIB.

Figura 4 – Altura das mudas (ALT
- A) e diâmetro do coleto (DC - B) em função
da aplicação de diferentes dosagens de AIB,
na miniestaquia de erva-mate (Ilex paraguariensis).
Vale
salientar que, embora não tenha sido avaliada a
altura das mudas aos 150 dias, observou-se uma média
geral ao redor de 15 cm, o que em vista da altura do tubete
empregado (12,5 cm) e considerando uma boa relação
de parte aérea / sistema radicular de 1:1, pode-se
concluir que estas estariam aptas ao plantio definitivo
nesta idade.
Com base nos resultados acima, conclui-se que a miniestaquia
de erva-mate, a partir de material de origem seminal,
é tecnicamente viável, sem a necessidade
de aplicação de reguladores de crescimento
para enraizamento, tornando-se uma alternativa para a
produção de mudas desta espécie em
menor lapso de tempo e durante todo o ano. Além
disso, esta técnica constitui-se em uma alternativa
na propagação vegetativa de mudas oriundas
de sementes provenientes de famílias selecionadas,
o que é de grande valia para programas de melhoramento
genético da espécie e formação
de plantios mais homogêneos. Enfatiza-se a necessidade
de adaptação da técnica de miniestaquia
a partir de materiais adultos selecionados, bem como,
o desenvolvimento e a adequação de sistemas
de nutrição e manejo das minicepas para
maximizar o método estudado (produção
de miniestacas, enraizamento e sobrevivência das
miniestacas).
4.
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2 Estudante de Biologia, Faculdades
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