Por:
Rosmari A. M. Lazarini |
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Matas exuberantes com animais e plantas exóticas;
terras, muitas terras; água, muita água.
Este foi o cenário avistado pelos portugueses que
chegaram pela primeira vez nas terras, onde antes apenas
viviam os povos indígenas e, doravante foi denominada
de Brasil.
Desde
então, das terras brasileiras foram retiradas muitas
riquezas. A exploração predatória
teve início com o pau-brasil, árvore cuja
madeira foi intensamente explorada pelos portugueses que
conseguiram, dos povos indígenas, o segredo de
extração da brasileína, corante natural
que emprestava o tom avermelhado às roupas da realeza.
Grandes quantidades de minérios preciosos, como
o ouro e o diamante também foram retirados.
Em
decorrência dos ciclos de produção
do açúcar e do café, grandes desmatamentos
foram gerados, assim como a formação de
muitas cidades pelo Brasil. A intensa devastação
das terras aliada à prática da monocultura
comprometeu o solo e ocasionou grande destruição
dos ambientes naturais.
O
processo de industrialização do Brasil,
a acelerada urbanização e a modernização
agrícola, produziram problemas ambientais, como
poluição do ar, da água e do lençol
freático. A devastação e a conseqüente
degradação ambiental levaram ao risco e
à extinção algumas espécies
de vegetais e animais.
Uma
das maiores causas do desaparecimento de espécies
da fauna foi devido à perda de habitats, seja
pelo corte seletivo de árvores, desmatamentos,
mudança no curso de rios ou outros fatores, impossibilitando
a adaptação das espécies.
Apesar
da intensificação dos impactos antrópicos
causados ao meio ambiente, o Brasil é considerado
o país que detém uma das maiores diversidades
biológicas do mundo, abrangendo de 10% a 20% do
total das espécies conhecidas pela ciência,
possuindo alto grau de endemismo em todos os biomas, além
de imensas reservas de água doce.
Por
essas características, a megadiversidade brasileira
é uma das que mais desperta a atenção
de outros países, sendo uma das mais pirateadas
do mundo, com o comércio ilegal de plantas e animais
silvestres e com a exploração e a comercialização
de plantas medicinais.
Os
problemas econômicos e os ambientais não
podem ser tratados separadamente, pois os recursos naturais
explorados estão relacionados com o desenvolvimento
do progresso do país. No entanto, a exploração
inadequada dos recursos naturais, a redução
da biodiversidade e a perda gradativa da riqueza genética
resultam em conseqüências desastrosas para
o meio ambiente.
Muitas
populações tradicionais dependem dos recursos
naturais locais como fonte de alimento, remédio
e sustento. Estratégias que permitam o uso sustentado
e a conservação dos recursos e que ainda
possam gerar renda às comunidades devem ser aplicadas.
Como cada bioma apresenta muitos tipos de ambientes, com
peculiaridades importantes, tanto da fauna quanto da flora,
é preciso esforços para preservar a natureza.
NNa
atualidade, o conceito de desenvolvimento sustentável
é vital para ser colocado em prática, porque
do contrário, ficam comprometidos à disponibilidade
e acesso aos recursos naturais, sejam mineral, da flora
ou da fauna, pois são finitos e a extinção
é para sempre. Para preservar é preciso
conhecer e valorizar todo esse patrimônio.
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Bióloga
e editora do site: www.floraefauna.com |