Fungo de Solo Ataca Feijão Caupi
Daniela Collares¹

Embrapa Roraima, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, desde março, vem desenvolvendo um projeto de pesquisa denominado Caracterização biológica de isolados de Rhizoctonia solani e resistência de feijão-caupi à mela.

O projeto, que termina em agosto do próximo ano, é liderado pela pesquisadora Kátia de Lima Nechet em parceria com outras duas unidades da Embrapa e tem como objetivos a caracterização biológica dos isolados de Rhizoctonia solani e a avaliação da reação dos genótipos de feijão-caupi à mela.

A cultura vem assumindo importante papel, principalmente pela abertura de novas fronteiras agrícolas nas regiões de cerrado de Roraima e da ausência de informações sobre o fungo associado ao feijão-caupi.

Apesar de não ter registro de perdas de produção da cultura em função do ataque da mela, a pesquisadora enfatiza que o plantio sucessivo do feijão-caupi ou em secessão com outras culturas, a exemplo da soja e do arroz, farão com que a doença aumente progressivamente ao longo dos anos.

Além destas culturas a doença ataca também outras leguminosas como a crotalária. Nesse aspecto o conhecimento gerado pelos resultados do projeto será uma forma de se adiantar ao problema da mela em feijão-caupi, contribuindo para a sustentabilidade deste grão no estado de Roraima.

As doenças

O feijão-caupi ou feijão-de-corda é uma cultura rústica e importante fonte de proteína para populações de baixa renda do norte e nordeste do Brasil. Tradicionalmente cultivado por pequenos produtores como cultura de subsistência, o feijão-caupi atualmente tem sido uma opção de geração de renda também para grandes produtores que utilizam alta tecnologia e uma alternativa de baixo custo em cultivos de sucessão.

Assim a Embrapa Roraima, em função da crescente demanda pela cultura no Estado, faz avaliação e seleção de genótipos de feijão-caupi mais adaptados para as condições de Roraima. E tem-se observado com freqüência a ocorrência de uma doença denominada mela ou murcha-da-teia-micélica que causa a queima nas folhas, seguido de desfolha da planta e conseqüentemente diminuição de sua área fotossintética.

A doença é causada por um fungo de solo denominado Rhizoctonia solani. Este fungo ocorre em várias espécies de plantas em todo o mundo. A disseminação é feita pelo vento, chuva, água de irrigação e pela movimentação dos homens, animais e implementos agrícolas.

A doença é de difícil controle e várias práticas culturais são recomendadas para evitar a perda total do plantio. Maiores informações sobre a doença em feijão-caupi podem ser obtidas na Área de Comunicação e Negócios (ACN) da Embrapa Roraima.

¹ Daniela Collares (Mtb 114/01-RR)
Jornalista Embrapa Roraima
(95) 9112-0226 - 6267125


<< Voltar aos Artigos


Sugestões e comentários sobre este portal: rosmari@floraefauna.com
Copyright © 2004 - 2007 - Flora e Fauna. Todos os direitos reservados.