São exemplos, bem conhecidos de símbolos:
a pomba branca que representa a paz; a cruz que representa
o cristianismo; a âncora que representa a navegação.
No final do século XIX, a árvore tornou-se
símbolo de civilidade, de cultura e de patriotismo.
No Brasil, os estados passaram a ter o direito de criar
seus próprios símbolos com a aprovação
da primeira Constituição da República
em 1891.
Apesar de muitas vezes não serem adotados oficialmente,
é muito comum que as comunidades criem e adotem
símbolos espontaneamente para o local ou região
onde vivem, contribuindo para o fortalecimento da identidade
e da auto-estima da comunidade local.
Muitas
árvores são referidas na Bíblia como
símbolos, representando fertilidade, abundância,
imortalidade e são consideradas símbolos
do bem e do mal.
Tanto
o Brasil, quanto muitos de seus estados e cidades instituíram
uma espécie de árvore como símbolo,
seja pela importância ou pela freqüência
de ocorrência na região, como Castanhal (PA),
Juazeiro (BA) e Louveira (SP). Mas essa prática
não é privilégio apenas de nosso
país; outros lugares do mundo também utilizam
alguma espécie de árvore como símbolo.
Há
universidades, restaurantes, projetos e muitos outros
segmentos que também usam o nome popular de alguma
espécie de árvore como símbolo de
seus empreendimentos.
Em
todo o mundo muitas pessoas possuem sobrenome originado
de alguma espécie de árvore. No Brasil,
alguns sobrenomes como Pinheiro, Lima, Figueira, Oliveira
e Carvalho, são comuns. Para citar como exemplo,
pessoas de vida pública bem conhecidos: Chico Pinheiro
e Rosana Jatobá, repórteres globais, e Luma
de Oliveira, Lima Duarte e Juca de Oliveira, atores.
As
árvores representam mais do que símbolos
nacionais. Elas são peça importante na manutenção
do meio ambiente sendo, mundialmente, de extrema importância
para a sobrevivência humana no planeta.
Conheça algumas árvores-símbolo:
Ácer
- "maple tree" (Bordo) - a folha de
ácer é o símbolo mais importante
do Canadá, sendo associada ao país desde
1868 e introduzida à bandeira nacional em 1965.
"Maple" é o nome de aproximadamente
150 espécies de árvores e arbustos pertencentes
ao gênero Acer. Esta árvore é
também responsável por uma das maiores delícias
da sua culinária. Dela se extrai seivas adocicadas,
que são fervidas até se transformarem no
melaço, o "maple syrup", (o que acontece
a 102°C, 103°C). Podendo substituir o açúcar,
é muito usado em panquecas e no preparo de doces
diversos como biscoitos, bombons, sorvetes e em bolos.
No "Maple Syrup Festival", o festival
de xarope de plátano na cidade de Elmira, é
possível observar a extração e o
processo de produção do xarope e, claro,
degustar.
Araucária
– Araucária angustifolia – originária
do Brasil, é a árvore-símbolo do
Paraná, conhecida como pinheiro-do-Paraná.
Esta espécie aparece representada em praças,
calçadas, poesias e também nos símbolos
oficiais, estando na bandeira do Estado e nos brasões
de aproximadamente oitenta municípios paranaenses,
além de designar estádios, clubes, estabelecimentos
comerciais, indústrias. Sua semente, os pinhões,
é apreciada pelo homem e pelos animais, sendo o
principal alimento da gralha azul, a ave símbolo
do Paraná. Esta árvore também é
símbolo de Campos do Jordão e foi declarada
nos termos da Lei Municipal nº. 1.264, de 15 de julho
de 1981- Parágrafo 4º.
Baobá – Adansonia
digitata – originária do continente africano,
é símbolo do Senegal, onde é considerada
sagrada. Sinônimo de longevidade, pois vive mais
de 5 mil anos e simboliza força e tranqüilidade.
Possui o tronco mais grosso do mundo, podendo chegar a
medir 20 metros de circunferência e até 30m
de altura. No Brasil, esta árvore empresta seu
nome para um coral, hotel e muitos outros empreendimentos.
O baobá ficou muito conhecido no século
20 através do livro de Antoine de Saint-Exupéry,
O Pequeno Príncipe.
Buriti - Mauritia flexuosa
– esta palmeira, escolhida como símbolo, desde
a construção de Brasília (1959),
foi declarada pela Lei nº 1.282, de 03 de dezembro
de 1996, símbolo do Distrito Federal, com o objetivo
de preservação e conservação
deste vegetal. Sede da Administração do
Distrito Federal, o Palácio do Buriti, localizado
na Praça do Buriti é atração
da capital e recebeu este nome em homenagem a esta palmeira.
Cajueiro - Anacardium
occidentale L. é a árvore-símbolo
de Aracajú, cujo nome originário da língua
Tupi, ara-caiu, significa cajueiro do papagaio. Tanto
a arara (ou papagaio) quanto o caju são símbolos
consagrados pelo povo aracajuano que unidos formam o nome
da capital de Sergipe.
Caneleiro
- Cenostigma gardnerianum Tul. – o decreto nº
2.407, de 13 de agosto de 1993, institui esta árvore
como símbolo da Cidade de Teresina, considerando
a ameaça de extinção da espécie
e por ser uma planta endêmica da região,
com beleza cênica diante do seu porte, floração
e copa. Suas flores que mais lembram orquídeas
enfeitam a bela capital do Piauí. De acordo com
estudos inéditos desenvolvidos pelo Núcleo
de Pesquisas em Plantas Medicinais (NPPM), juntamente
com o Departamento de Química, ambos da Universidade
Federal do Piauí (Ufpi), descobriram que o caneleiro
possui propriedades de cura e de prevenção
de doenças e já apontam resultados positivos:
antiinflamatórias, analgésicas, antimicrobiana
e anti-ulcerogênica (prevenão de úlceras
gástricas).
Carnaubeira - Copernicia
prunifera – instituída árvore-símbolo
do Ceará por sua resistência, é capaz
de viver por longos períodos de seca. Por esse
motivo, foi denominada pelo naturalista alemão
Alexander Von Humboldt, no século 18, “árvore
da vida”. De origem indígena, carnaúba significa
"árvore que arranha". Pertencente à
família das palmeiras, é encontrada no Nordeste
brasileiro, particularmente nos Estados do Ceará,
Piauí, Rio Grande do Norte, Maranhão, e
parte de Pernambuco e Paraíba. Da carnaúba
tudo é aproveitado e por isso também é
conhecida como “árvore providência”. O tronco
é resistente e pode ser usado na construção
de edificações rústicas, como lenha,
poste e móveis. As folhas são utilizadas
na confecção de esteiras, cordas, balaios,
produtos de artesanato e ceras. A cera da carnaúba
é matéria-prima básica para a fabricação
de polidores, cosméticos, revestimentos (cola verniz,
papel, goma de mascar, porcelanas, lubrificantes, detergentes
e até cápsula de comprimidos).
Carvalho - é a árvore
símbolo da França. Os Gauleses, povo da
antiga civilização, tinham uma religião
própria, o druidismo. Os druidas não tinham
templos e faziam suas cerimônias nas florestas,
preferencialmente sob as sombras dos carvalhos ou "chênes".
Eles achavam que os carvalhos tinham o poder de curar
todos os tipos de doenças.
Na abertura das Paraolimpíadas de Atenas, a segunda
maior competição esportiva de 2004, que
reuniu 4 mil atletas de 150 países, um carvalho
de 25 metros de altura – considerado pelos gregos como
a “árvore da luz e do conhecimento” – tornou-se
o símbolo maior dessa festa.
Cedro – “Cedrus libani”
– é a árvore símbolo do Líbano,
escolhido como emblema da bandeira, cujo significado relaciona-se
intimamente com a idéia de eternidade. O cedro
é muitas vezes mencionado na Bíblia Sagrada,
representando um símbolo de força e imortalidade.
Nos tempos bíblicos, em Israel, era costume celebrar
o nascimento plantando uma árvore – cedro para
homens e pinheiro para mulheres.
Uma empresa de contabilidade, localizada em Campinas (SP),
escolheu como seu logotipo o Cedro do Líbano, árvore
milenar, por ser símbolo de segurança e
rigidez, tamanhas são as propriedades que a sustentam,
e cuja madeira possui fibra incorruptível, pungente,
e de excepcional longevidade da essência, frondosa
e ramificada.
Cerejeira do Japão
- Prunus serrulata - é a árvore-símbolo
do Japão, considerada sagrada, é conhecida
como “Sakura”. Entre outros atributos, a Cerejeira é
símbolo de amor e amizade entre as pessoas. Sua
flor está relacionada à beleza, vida e esperança.
Seu fruto, a cereja, é considerada como sendo a
materialização de tudo isso.
Divi-divi – “Watapana”
- árvore símbolo de Aruba, ilha localizada
ao sul do Caribe. Essas árvores destacam-se na
paisagem. Desde pequena, esculpida pelos ventos, começa
a tombar e apontar para o lado sudeste da ilha. Seus galhos
retorcidos inclinam-se na direção dos ventos
alísios, que sempre sopram para o sul, onde estão
localizados os melhores hotéis de Aruba, orientando
os turistas.
Erva-mate
- Ilex Paraguaiensis foi escolhida a árvore-símbolo
do Estado do Rio Grande do Sul, através da lei
nº 7.439, de 08 de dezembro de 1980, pela sua importância
econômica. Esta mesma lei constituiu a “Semana Estadual
da Erva-Mate”, a ser comemorada, anualmente, na segunda
semana do mês de setembro.
Figueira
– esta árvore usada tanto no Antigo quanto no Novo
Testamento como símbolo de Israel, foi associada
com a árvore do conhecimento do Jardim do Édem,
com a sabedoria e com a Torah, sendo, também, símbolo
de muitos outros empreendimentos. Em muitas tradições,
a Figueira é o símbolo do casamento, da
estabilidade, da família e da sociedade.
Ficus bengalensis
– conhecida como ‘banyan’, é a árvore
símbolo da Índia, cujos galhos se transformam
em suas próprias raízes, dando origem a
outros troncos e raízes, formando novas árvores
em uma extensa área. Tal característica
aliada à sua longevidade, a torna imortal, fazendo
parte de mitos e lendas deste país.
A Figueira da Glete, "uma
Ficus Macrophilla originária da Austrália,
está localizada em terreno situado na Alameda Glete,
nº 463, Campos Elíseos, São Paulo.
Neste local outrora existia o Palacete Street, onde até
1969 funcionou o Curso de Geologia da Universidade de
São Paulo. A Figueira da Glete é considerada
árvore símbolo dos geólogos paulistas.
Os geólogos formados quando ainda seu curso funcionava
no palacete organizaram-se no Grupo Figueira da Glete
e recentemente plantaram uma muda da grande figueira nos
jardins do Instituto de Geociências da USP, agora
estabelecido na Cidade Universitária.
(http://paginas.terra.com.br/educacao/fdg/geologia_usp.html)
A Figueira da Glete faz parte do patrimônio ambiental
do Estado de São Paulo tombado pelo decreto nº
39.743 de 23 de dezembro de 1994, publicado no Diário
Oficial do Estado, volume 104, número 239, edição
de 24/12/1994."
A
Figueira Benjamim, A Figueira
Benjamim, localizada no Parque do Ibirapuera, foi eleita
a árvore símbolo de São Paulo, nos
450 anos da cidade, apenas para comemoração
desta data, em virtude de uma campanha da Rede Globo.
Veja maiores detalhes e assista ao vídeo no site:
http://sp450.globo.com/Sp450/0,19125,VLV0-2822-8-4117,00.html
Uma Figueira foi a inspiração
da origem do nome Figueirense Futebol Clube, localizado
em Florianópolis (SC), fundado em 12 de junho de
1921. A árvore, transformada em símbolo
do clube, só foi utilizada no distintivo em 20
de outubro de 1970, permanecendo até os dias atuais.
Os traços do mascote, Figueirinha, foram idealizados
a partir do nome e do símbolo do clube.
Guarapuvu - Schizolobium
parahyba – é a árvore-símbolo
da cidade de Florianópolis, instituída através
da Lei Municipal nº 3.771 de 15/06/1992. Guapiruvu,
garapivu, guaburuvu, ficheira, paraqueira, pau-de-vintém
(Bahia); bacuruva, faveira, birosca (Minas Gerais); bandarra
(Rio de Janeiro) são nomes populares que esta árvore
recebe em várias regiões do país.
De rápido crescimento, é freqüente
nas matas de encostas semidevastadas, situadas próximos
ao litoral, produzindo anualmente abundantes frutos e
sementes.
Ipê amarelo – várias
espécies do gênero Tabebuia possuem
flores amarelas. A Lei nº 5.837 de 19 de Dezembro
de 2001 institui no calendário das comemorações
do Município de Petrópolis, o “Dia do Ipê
Amarelo” a ser comemorado no dia 28 de junho.
Ipê roxo – Tabebuia
avellanedae - é a árvore símbolo
do Pantanal. Ela floresce no período da seca, quando
as águas baixam e depositam nutrientes no solo,
oferecendo alimento para animais da região.
O ipê roxo foi instituído
árvore-símbolo do município de Foz
do Iguaçu através da Lei nº 1.889/1994,
estabelecendo como data comemorativa o dia 21 de setembro.
Jequitibá
– Cariniana legalis (Mat) Kuntze –é a
árvores símbolo do Espírito Santo.
O dia estadual do jequitibá-rosa instituído
pela Lei Nº 6.146 08 de fevereiro de 2000, a ser
comemorada anualmente, é 21 de setembro.
O
pequeno município de Jequitibá,
um dos dez primeiros povoados de Minas, fundado em 1670,
é conhecido como a capital mineira do folclore.
Há oito anos foi criada a Universidade do Folclore,
tendo como governador o holandês Franciscus Henricus
van del Poel, o frei Chico, e como vice-governador o artista
Saulo Laranjeira, cuja bandeira foi idealizada pelo artista
plástico Álvaro Apocalipse, tendo ao centro
a árvore Jequitibá, dentro do triângulo,
que é o símbolo de Minas.
Jequitibá rosa – é
a árvore símbolo do Estado de São
Paulo, natural da Mata Atlântica do interior, ameaçada
de extinção. Por seu porte majestoso e altura
de gigante, foi escolhida como a árvore símbolo
da fraternidade nacional. A cerca de 80 km de São
Paulo, em Santa Rita do Passa Quatro (SP), no km 245 da
Rodovia Anhangüera, existe um jequitibá protegido
pelo Parque Estadual de Vassununga. É a árvore
mais antiga do país (ele já tinha 2500 anos
quando o Brasil foi descoberto).
O
jequitibá é
um tríplice símbolo paulista. Além
de ser nossa árvore representativa do Estado, também
representa a Escola Paulista de Medicina e foi também
inserido no emblema do Partido Republicano Paulista, na
histórica Convenção Republicana de
Itu, em 1878.
Jequitibá
- Cariniana estrelensis – é a árvore
símbolo da cidade de Sobradinho, localizada ao
norte do Distrito Federal. O parque dos jequitibás,
criado conforme Decreto nº 16.239, de 28 de dezembro
de 1994, objetiva a proteção de espécies
significativas da flora local, principalmente o Jequitibá.
Continua...