Dia do Solo - 03 de Maio

Por: Rosmari A. M. Lazarini
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O solo é a camada superficial da crosta terrestre continental, formado durante milhões de anos por um processo natural de desgaste das rochas através da ação do sol, da chuva e dos ventos, podendo ser constituído ou não de matéria orgânica, com presença de água e aeração.

Tem grande importância para a vida de todos os seres vivos. Tanto o homem quanto aos animais tiram do solo o seu sustento. E os vegetais necessitam dos nutrientes do solo para desenvolver-se. Os vegetais que crescem sobre o solo impedem que fortes chuvas promovam o carreamento de seus nutrientes, protegendo-o ainda de forte insolação que pode castigar e ressecar a camada superficial.

O ramo da ciência que estuda os diferentes solos é a pedologia, sendo os solos aráveis objeto de estudo da edafologia.

Analisando os componentes principais dos solos (estrutura), podem ser subdivididos em:

- Solos eluviais: são formados basicamente por intemperismo químico, constituídos por sedimentos oriundos da rocha matriz. Normalmente estão próximos à região onde se deu a decomposição dos minerais. Ex. terra-roxa, centro-sul do Brasil, solos extremamente ricos e espessos, provenientes de rochas magmáticas vulcânicas.

- Solos aluvias: são formados por vários minerais e matéria orgânica resultante de agentes erosivos transportados a longas distâncias, acumulados em vales e planícies.

- Solos orgânicos: são formados pelo acúmulo de resíduos orgânicos (vegetais e animais) em vários estágios de decomposição por ação climática local. Apresentam elevado teor de matéria orgânica com predominância de vegetais. Geralmente são de fácil identificação, pela cor escura e pelo odor característico.

O crescimento populacional e o desenvolvimento econômico potencializam os impactos ambientais, principalmente, relativos ao solo que são agredidos pelo despejo de lixo a céu aberto, que ao fermentar e deteriorar produz o chorume *, que penetra nos solos e se infiltra nos lençóis freáticos, sendo transportado por gravidade para os mananciais.

Os solos degradam de forma natural, como conseqüência da ação da natureza por chuva, vento e alternância de temperatura. A lavagem excessiva das camadas superficiais pela água da chuva é um fenômeno denominado lixiviação.

As maiores agressões aos solos são por interferência humana, através da prática de atividades importantes para o ser humano, como a agricultura, a pecuária, a construção de cidades, de estradas, a instalação de indústrias e de usinas geradoras de energia.

Muitos são os fatores que comprometem o desgaste dos solos, entre eles, práticas de manejo incorreto, como o uso intensivo de máquinas agrícolas, utilização de adubos químicos, fertilizantes em excesso e queimadas.

O manejo incorreto do solo acarreta erosão e pode levar à desertificação, impossibilitando a recuperação deste solo. Devido à erosão do solo, a terra arrastada leva consigo seus nutrientes e gera o assoreamento do leito dos rios causando enchentes na época das chuvas.

O termo desertificação surgiu na França no final da década de 1940 e caracteriza-se por áreas que estão ficando desérticas ou pela expansão dos desertos já existentes. Definida pela ONU como “a degradação das terras nas zonas áridas, semi-áridas e subúmidas secas, resultante de fatores diversos, como as variações climáticas e as atividades humanas”, faz parte da Agenda 21 da ECO-92.

No intuito de conservação do solo, práticas preventivas devem ser adotadas para minimizar ao máximo sua degradação e manter sua fertilidade. Portanto, é preciso aumentar o conhecimento sobre a correta utilização do solo e seguir algumas recomendações:

- controle de erosão (aumento da cobertura vegetal);
- manutenção de cordões de vegetação permanente;
- proteção e recomposição de matas ciliares;
- rotação de culturas;
- plantio direto;
- uso mínimo de agrotóxicos, fertilizantes;
- adubação verde;
- adubação orgânica;
- reflorestamento;
- preservação dos recursos naturais (nascentes, rios, etc).

Ao conhecer melhor a relação entre determinados solos e seus constituintes minerais, o homem pode agir com previsibilidade e impedir o esgotamento dos solos.

* líquido de alto potencial poluidor, escuro e mal cheiroso, proveniente da decomposição da matéria orgânica existente no lixo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Cunha, Sandra B. & Gerra, Antonio José T., orgs. Impactos ambientais urbanos no Brasil. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2001.

Gorge, Pierre. O homem na terra; a geografia em ação. Rio e Janeiro, Edições 70, 1989.

IBGE. Recursos naturais e meio ambiente; uma visão do Brasil. Rio e Janeiro, 1997.

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Bióloga e editora do site: www.floraefauna.com

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