O
solo é a camada superficial da crosta terrestre
continental, formado durante milhões de anos por
um processo natural de desgaste das rochas através
da ação do sol, da chuva e dos ventos, podendo
ser constituído ou não de matéria
orgânica, com presença de água e aeração.
Tem
grande importância para a vida de todos os seres
vivos. Tanto o homem quanto aos animais tiram do solo
o seu sustento. E os vegetais necessitam dos nutrientes
do solo para desenvolver-se. Os vegetais que crescem sobre
o solo impedem que fortes chuvas promovam o carreamento
de seus nutrientes, protegendo-o ainda de forte insolação
que pode castigar e ressecar a camada superficial.
O
ramo da ciência que estuda os diferentes solos é
a pedologia, sendo os solos aráveis objeto
de estudo da edafologia.
Analisando
os componentes principais dos solos (estrutura), podem
ser subdivididos em:
-
Solos eluviais: são formados basicamente
por intemperismo químico, constituídos por
sedimentos oriundos da rocha matriz. Normalmente estão
próximos à região onde se deu a decomposição
dos minerais. Ex. terra-roxa, centro-sul do Brasil, solos
extremamente ricos e espessos, provenientes de rochas
magmáticas vulcânicas.
-
Solos aluvias: são formados por vários
minerais e matéria orgânica resultante de
agentes erosivos transportados a longas distâncias,
acumulados em vales e planícies.
-
Solos orgânicos: são formados pelo
acúmulo de resíduos orgânicos (vegetais
e animais) em vários estágios de decomposição
por ação climática local. Apresentam
elevado teor de matéria orgânica com predominância
de vegetais. Geralmente são de fácil identificação,
pela cor escura e pelo odor característico.
O
crescimento populacional e o desenvolvimento econômico
potencializam os impactos ambientais, principalmente,
relativos ao solo que são agredidos pelo despejo
de lixo a céu aberto, que ao fermentar e deteriorar
produz o chorume *,
que penetra nos solos e se infiltra nos lençóis
freáticos, sendo transportado por gravidade para
os mananciais.
Os
solos degradam de forma natural, como conseqüência
da ação da natureza por chuva, vento e alternância
de temperatura. A lavagem excessiva das camadas superficiais
pela água da chuva é um fenômeno denominado
lixiviação.
As
maiores agressões aos solos são por interferência
humana, através da prática de atividades
importantes para o ser humano, como a agricultura, a pecuária,
a construção de cidades, de estradas, a
instalação de indústrias e de usinas
geradoras de energia.
Muitos
são os fatores que comprometem o desgaste dos solos,
entre eles, práticas de manejo incorreto, como
o uso intensivo de máquinas agrícolas, utilização
de adubos químicos, fertilizantes em excesso e
queimadas.
O
manejo incorreto do solo acarreta erosão e pode
levar à desertificação, impossibilitando
a recuperação deste solo. Devido à
erosão do solo, a terra arrastada leva consigo
seus nutrientes e gera o assoreamento do leito dos rios
causando enchentes na época das chuvas.
O
termo desertificação surgiu na França
no final da década de 1940 e caracteriza-se por
áreas que estão ficando desérticas
ou pela expansão dos desertos já existentes.
Definida pela ONU como “a degradação das
terras nas zonas áridas, semi-áridas e subúmidas
secas, resultante de fatores diversos, como as variações
climáticas e as atividades humanas”, faz parte
da Agenda 21 da ECO-92.
No
intuito de conservação do solo, práticas
preventivas devem ser adotadas para minimizar ao máximo
sua degradação e manter sua fertilidade.
Portanto, é preciso aumentar o conhecimento sobre
a correta utilização do solo e seguir algumas
recomendações:
-
controle de erosão (aumento da cobertura vegetal);
- manutenção de cordões de vegetação
permanente;
- proteção e recomposição
de matas ciliares;
- rotação de culturas;
- plantio direto;
- uso mínimo de agrotóxicos, fertilizantes;
- adubação verde;
- adubação orgânica;
- reflorestamento;
- preservação dos recursos naturais (nascentes,
rios, etc).
Ao
conhecer melhor a relação entre determinados
solos e seus constituintes minerais, o homem pode agir
com previsibilidade e impedir o esgotamento dos solos.
*
líquido de alto potencial poluidor, escuro e mal
cheiroso, proveniente da decomposição da
matéria orgânica existente no lixo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Cunha,
Sandra B. & Gerra, Antonio José T., orgs. Impactos
ambientais urbanos no Brasil. Rio de Janeiro, Bertrand
Brasil, 2001.
Gorge,
Pierre. O homem na terra; a geografia em ação.
Rio e Janeiro, Edições 70, 1989.
IBGE.
Recursos naturais e meio ambiente; uma visão
do Brasil. Rio e Janeiro, 1997.
CONSULTA
ELETRÔNICA:
Embrapa
- http://www.cnps.embrapa.br/
10/04/05