Regina
Rabelo
A nova proposta de regulamentação do manejo
florestal da Amazônia estará aberta à
Consulta Pública, no site do Programa Nacional
de Florestas, até o dia 24 de fevereiro. A nova
proposta integra as normas que estarão em vigor
na safra de madeira de 2006. Qualquer pessoa pode contribuir
com sugestões, análises e críticas.
O documento aberto à consulta pública foi
formulado pelas diretorias do Programa Nacional de Florestas
(Diflor), do Ministério do meio Ambiente (MMA),
e de Florestas (Diref), do Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente (Ibama), com base em consultas a diversos segmentos
da sociedade, a partir de novembro de 2004. Técnicos
e cientistas que trabalham na Amazônia, empresários
do setor, representantes de instituições
governamentais e não-governamentais apresentaram
sugestões durante cinco oficinas promovidas em
Brasília, Belém, Manaus, Rio Branco e Cuiabá,
no ano passado.
O principal objetivo da proposta de revisão é
promover o manejo florestal, melhorando a qualidade técnica
dos Planos de Manejo Florestal (PMFS), assim como de sua
análise e monitoramento pelo Ibama. De acordo com
o gerente de uso sustentável dos recursos florestais
do MMA, Joberto de Freitas, a revisão das normas
permitirá o aprimoramento de procedimentos de atendimento
aos usuários que desejam utilizar racionalmente
os recursos florestais da Amazônia.
De acordo com as novas regras, o processo de aprovação
dos planos terá duas etapas. Na primeira, os documentos
necessários à verificação
da viabilidade jurídica da propriedade para a prática
do manejo florestal serão submetidos ao Ibama ou
órgão ambiental competente. Só depois
dessa análise, será apresentado o PMFS para
análise técnica. "O desdobramento do
processo em duas etapas permitirá que o proprietário
não faça investimentos na elaboração
do projeto sem antes ter certeza de que o imóvel
está apto para o manejo florestal", ressaltou
o gerente do MMA.
Os Planos de Manejo Florestal serão classificados
em categorias diferenciadas pelo método de extração
de madeira (mecanizada e não mecanizada) e pela
capacidade técnica de execução e
disponiliade de máquinas adequadas (no caso de
extração mecanizada).
Segundo Joberto de Freitas, para cada categoria se permitirá
uma intensidade de corte diferente, de modo a reduzir
os impactos sobre a floresta remanescente, assegurando
sua integridade e capacidade de produzir continuamente
a cada ciclo de corte. "O objetivo é evitar
altas intensidades no primeiro corte, garantindo a possibilidade
de colheitas futuras e a regeneração da
floresta manejada", informou.
As contribuições podem ser feitas por meio
de textos com comentários gerais ou pontuais, encaminhados
para o e-mail pnf@mma.gov.br, indicando nome, profissão,
organização em que atua, endereço
eletrônico, cidade e estado. O material será
avaliado pelo Programa Nacional de Florestas e pela Diretoria
de Florestas e submetido à ministra do Meio Ambiente,
Marina Silva.
Para consulta acesse o site do Programa Nacional de Florestas
.
http://www.mma.gov.br/index.cfm?id_estrutura=5&id_menu=1175&id_conteudo=3387
FONTE: http://www.mma.gov.br/ascom/ultimas/index.cfm?id=2219