O
governador em exercício Orlando Pessuti recebeu
nesta quinta-feira (31) no Palácio Iguaçu
representantes da empresa Brasil Ecodiesel, que atua na
região nordeste do país. Os empresários
vieram apresentar ao governo do Paraná as suas
experiências na área do biodiesel e propor
um intercâmbio de tecnologia.
Segundo
o secretário em exercício da Agricultura,
Newton Pohl Ribas, a proposta no Paraná é
estimular os agricultores para que participem de um programa
de produção. “Essa é uma alternativa
importante principalmente para os pequenos e médios
produtores porque agrega valor à propriedade rural”
afirmou.
A
proposta apresentada pela empresa nordestina também
é estimular a formação de um grupo
de produtores rurais para a produção do
biodiesel e, como no Paraná, implantar no Estado
uma planta industrial. A da Brasil Ecodiesel terá
capacidade de produzir 250 mil litros de combustível
alternativo.
“Estamos
negociando com os representantes da empresa e vamos nos
reunir com a Câmara Técnica do Biodiesel,
composta pela Secretaria da Agricultura, Secretaria da
Ciência e Tecnologia, Tecpar e Emater, para estudar
o projeto nordestino e dar o devido encaminhamento no
Paraná”, declarou o secretário.
Integração
- Para o diretor da Brasil Ecodiesel, Nelson José
Côrtes da Silveira, é preciso uma integração
da agricultura familiar do Nordeste com o Sul e Sudeste
na produção do combustível para vencer
o desafio de adicionar 2% de biodiesel ao diesel, conforme
prevê a Medida Provisória 214/2004, do governo
Lula.
“Como
os projetos estão segmentados em cada Estado, estamos
tentando criar um grande projeto nacional de agricultura
familiar para a troca de benefícios e de complementação
de oleaginosa para a produção do biodiesel”,
informou o diretor da empresa.
A
vantagem do biodiesel é que a tecnologia permite
um combustível produzido a partir de fontes renováveis
como mamona, girassol, babaçu, amendoim, soja e
até gordura animal. A planta experimental de biodiesel
está sendo implantada no Paraná pelo Tecpar,
na Cidade Industrial de Curitiba.
FONTE:
http://www3.pr.gov.br/meioambiente/noticias/portal/noticiascompletas.php?noticia=0&arquivo=noticia.txt