“A região amazônica não poderá
se desenvolver sem conhecimento adequado”. A afirmativa
é da representante da Fundação Centro
de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica,
Francisca Dantas Lima, ao discursar sobre o tema Propriedade
Intelectual, na 3ª Conferência Regional de
Ciência, Tecnologia e Inovação - Regional
Norte, que discute a difusão de conhecimento, pesquisa
e geração de riqueza na Amazônia.
O evento termina hoje, 1º de julho, em Manaus (AM).
Francisca
ressaltou que a proteção do imaginário
por meio de patentes, direitos autorais e marcas, assegura
a propriedade intelectual do indivíduo ou empresa
detentora da idéia original. “No entanto, a cultura
de propriedade intelectual ainda é pouco disseminada.
Na região Norte, por exemplo, somente cinco pessoas
são credenciadas pelo Instituto Nacional de Propriedade
Industrial (Inpi), entidade que concede as patentes –
desde que os projetos apresentem teores de novidade inventiva.
Além disso, em 15 anos, de 773 pedidos de patentes,
apenas 126 foram concedidos”, informou.
A
representante da Fucapi acredita que a sociedade não
está preparada, uma vez que desconhece os procedimentos
corretos para patentear um produto. “As secretarias de
C&T devem ter um olhar especial para a região
amazônica, que tem muitos recursos naturais a serem
protegidos", alertou Francisca, acrescentando que
“em razão da Amazônia ter um parque industrial
desenvolvido é preciso incentivar a inovação
tecnológica e, consequentemente, a proteção
das novidades inventivas".
“A
Lei nº 9.279, da Atividade Inventiva, assegura a
proteção da propriedade intelectual. Mas,
é preciso lembrar que a proteção
é válida somente antes da divulgação
da invenção, pois ao adquirir essa proteção
o inventor pode garantir 20 anos de royalties, como detentor
exclusivo do produto. Para isso, a sociedade deverá
se familiarizar com a cultura de propriedade intelectual
e se lembrar, sempre, de proteger, para depois divulgar”,
reiterou Francisca.
A
conferência, que está ocorrendo desde a última
quarta-feira (29), reservou uma Mesa exclusiva para essa
discussão. Os pesquisadores e acadêmicos
participantes analisam que o evento tem muito a contribuir
para a disseminação dessa cultura e esperam
que "os recursos naturais de nosso País sejam
protegidos por Lei e não façam mais parte
dos altos índices da biopirataria".<>
Larissa
Ortale - Assessoria de Imprensa da 3ª Conferência
Nacional de C&T
FONTE:
http://agenciact.mct.gov.br/index.php?action=/content/view&cod_objeto=27129