Harpia
hapyja
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O
número de aves de rapina na lista oficial
brasileira dos animais ameaçados de extinção
deve aumentar a partir deste ano. A princípio,
os estudiosos deverão defender a inclusão
de duas espécies na lista oficial. Uma delas
é o caburé de Pernambuco (Glaucidium
mooreorum), descrita no ano passado por um
grupo de pesquisadores brasileiros, e já
em situação crítica. A segunda
ave, cuja inclusão é um pouco mais
polêmica, é o gavião-real (Harpia
hapyja), que estava na lista anterior, mas
foi retirado da atual, publicada em 2003. |
A
inclusão das novas aves de rapina na lista deverá
ser um dos temas da reunião do grupo de especialistas
que acontecerá nos dias 31 de maço e 1 de
abril deste ano em Brasília. Os estudiosos também
avaliarão o nível de conhecimento científico
e o estado de conservação dessas aves no
país. Um dos objetivos do encontro é elaborar
um plano de ação em âmbito nacional
para ajudar a conservar esses animais que pertencem ao
topo da cadeia alimentar e por isso têm um papel
fundamental no equilíbrio ecológico em seus
hábitats.
A
atual "lista vermelha" aponta apenas três
espécies da família dos falcões (falconiformes)
brasileiros como ameaçados: o gavião cinza
(Circus cinereus), a águia-cinzenta (Hapyahaliaetus
coronatus) e o gavião-pombo (Leucopternis
lacernulata). Nenhuma das 23 espécies de corujas
nativas encontra-se na lista. O caburé pernambucano
seria a primeira.
Mais proteção
"A
inclusão de um animal nas listas de animais ameaçados
significa que ele terá prioridade em ações
de conservação", explica o ornitólogo
Carlos Bianchi, do Ibama, organizador da reunião
dos 'rapineiros'.
Segundo ele, no caso do gavião-real, a espécie
foi retirada da lista porque os especialistas julgaram
que, de um modo geral, a população está
bem conservada na Amazônia que não haveria
necessidade de a ave estar no grupo das ameaçadas.
Todavia,
alguns pesquisadores discordam, já que em determinadas
regiões, especialmente na Mata Atlântica,
a situação do gavião é bastante
crítica. O mesmo se aplica ao Cerrado e trechos
do Pantanal, onde a Harpia também ocorre.
As sugestões de alteração da lista
deverão ser encaminhadas ao Ibama.
Jaime Gesisky
Ibama
FONTE: http://www.ibama.gov.br/novo_ibama/paginas/materia.php?id_arq=2473