Belém/PA
(03/08/04) - Em entrevista coletiva na sede do Ibama em
Belém nesta segunda (02), o diretor da Divisão
de Proteção Ambiental (Dipro), Flávio
Montiel, o gerente executivo do Ibama em Belém,
Marcílio Monteiro, o gerente executivo em Santarém,
Paulo Maier, e o procurador federal do Ibama, Frederico
Augusto Di Trindade Amado, esclareceram aos jornalistas
sobre o Relatório da Gerência Executiva de
Santarém, que comprova o desaparecimento de 25.087,715m3
de madeira de 13 espécies extraídas ilegalmente
de áreas de Planos de Manejo Florestal Sustentável
(PMFS) suspensos pelo Ibama na região de Porto
de Moz.
Parecer da procuradoria do órgão pede punição
aos madeireiros Elias Salame (presidente da Aimex) Paulo
Pombo Tocantins e à Internacional Madeiras pela
remoção e desaparecimento da madeira sem
autorização do órgão ambiental
competente. O total de madeira aprendida pelo órgão
foi de 56 mil metros cúbicos, durante a operação
Verde Para Sempre no período de novembro a dezembro
de 2003, efetivada no município de Porto de Moz,
região do Xingu, oeste do Pará, a 700km
de Belém.
Denúncia encaminhada dia 23 de julho ao Ministério
Público Federal pela procuradoria do Ibama em Santarém
pede:
- Indenização sobre os 25.087,715m3 retirados
sem autorização conforme valor de mercado
da madeira a ser apurado;
- Cancelamento do PMFS, cobrança da respectiva
reposição florestal;
- Notificação do autuado sobre a remoção
da madeira;
- Suspensão do licenciamento ambiental.
FONTE: ASCOM/PA