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Por Silvia Marcuzzo e Philipp Stumpe
Experiências
de recuperação de matas ciliares e de áreas
degradadas, planejamento de paisagens e alternativas de
geração de renda foram alguns dos assuntos
do seminário Planejando Propriedades e Paisagens
que começou hoje e vai até amanhã,
dia 3 de dezembro, em Atalanta, município no Alto
Vale do Itajaí, Santa Catarina.
O
evento, uma promoção da Associação
de Preservação do Meio Ambiente do Alto
Vale do Itajaí (Apremavi ) lotou o auditório
do Parque Mata Atlântica 2000. Está reunindo
especialistas em biodiversidade e conservação,
estudantes de escolas técnicas e comunidade da
região. Conta ainda com a participação
de integrantes do Grupo de Trabalho de Áreas de
Proteção Permanente e Reserva Legal da Rede
de ONGs da Mata Atlântica.
Na
abertura dos trabalhos foram lançados materiais
de educação ambiental. Em conjunto com a
Apremavi, a Empresa de Pesquisa e Extenção
Rural de Santa Catarina (Epagri), dentro do projeto Micro
Bacias 2 do Governo do Estado de Santa Catarina, foi lançada
a cartilha "Gota D'Água". A publicação
congrega idéias e conceitos desenvolvidos em escolas
públicas de Atalanta e Rio do Sul. Há histórias
contadas por crianças, dados sobre a situação
das águas, ilustrações em vários
formas de linguagens.
Miriam
Prochnow, presidente do Conselho da Apremavi, apresentou
três peças gráficas do projeto Planejando
Propriedades e Paisagens: folder, cartaz e cartilha ilustrada.
Os materiais trazem informações que são
fruto do trabalho de quase 19 anos da entidade "a
cartilha é mais um cardápio para o produtor
rural ver o que é possível fazer na sua
propriedade", comenta Miriam, que na semana passada
recebeu o Prêmio Ford Motor Company de Conservação
Ambiental na categoria conquista individual. Miriam também
anunciou a reedição dos vídeos da
Apremavi em formato dvd.
Apremavi mostra uma propriedade legal em vários
sentidos
O projeto Planejando Propriedades e Paisagens, visa implantar
modelos rurais sustentáveis. Pretende recuperar
e conservar o que ainda resta de Mata Atlântica,
mas com geração de renda, através
da adoação de alternativas econômicas
ambientalmente corretas, e da melhoria da qualidade de
vida da comunidade.
Com
o apoio da Fundação O Boticário de
Proteção à Natureza e a Fundação
Interamericana, com parceria com a Prefeitura Municipal
de Atalanta, a Epagri e The Nature Conservancy (TNC),
a Apremavi está propondo para as comunidades da
região uma série de possibilidades de uso
da terra como sistemas agroflorestais (SAF), piscicultura,
agricultura orgânica, enriquecimento de florestas
secundárias, a recuperação de áreas
de preservação permanente (APPs), o plantio
de árvores nativas e exóticas com fins econômicos,
entre outros.
Um
dos pontos destacados pelo programa é a importância
de se ver a propriedade como um todo. A manutenção
das APPs, da Reserva Legal – que é de 20% da área
da propriedade no caso da Mata Atlântica no sul
do Brasil – e a criação de uma Reserva Particular
do Patrimônio Natural (RPPN) são considerados
dentro do contexto particular de cada agricultor. De uma
forma planejada, a Apremavi mostra através de exemplos
práticos qual a função de cada elemento,
isto é, do bosque reflorestado, do lago com peixes,
da horta, etc, dentro da propriedade.
"Uma
propriedade assim planejada é legal, por que está
em acordo com a legislação. E por que é
um lugar agradável, bom. Viver lá, é
legal", acrescenta Miriam.
A
iniciativa é considerada excelente pela professora
Eliana Santos da Silva, da Escola Agrotécnica Federal
de Rio do Sul, onde estudam cerca de 600 alunos em regime
de internato. A professora explica que é muito
bom para os alunos terem contato com este conhecimento,
por que está se vivendo um processo de transição.
"O retorno que a natureza tem dado com secas, com
enchentes, entre outros desastres, é a maior prova
de que é necessário uma transformação
das nossas relações com o meio ambiente".
Para
os alunos as propostas são viáveis para
a realidade regional. Os estudantes, todos filhos de proprietários
rurais do interior de Santa Catarina, estão tendo
aulas de como integrar plantações, criações
de animais com qualidade de vida para suas famílias.
Dentro desse aprendizado, o seminário trouxe muitas
novidades, como a palestra "Corredores Florestais
- unindo espécies, habitat e pessoas na área
do Mico-leão-dourado" com Rosan Valter Fernandes,
ecólogo e coordenador do Programa Conservação
em Áreas Privadas da Associação Mico-Leão-Dourado
(RJ).
O
material encontra-se disponível para download no
site
http://www.apremavi.org.br/planejando.
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Silvia Marcuzzo é assessora de comunicação
da Rede de ONGs da Mata Atlântica, Philipp Stumpe
é assessor de comunicação da Apremavi
Fonte:
http://www.apremavi.com.br/news/pnews101.htm