Os
novos rumos da certificação florestal em
nível mundial estarão em discussão
de 5 a 9 de dezembro em Manaus, no Hotel Tropical Business,
durante a Assembléia Geral do Forest Stewardhip
Council ou Conselho de Manejo Florestal - mais conhecido
pela sigla FSC. O Brasil, que detém um terço
das florestas tropicais do mundo, é o primeiro
país a sediar uma assembléia geral da organização
internacional fora de sua sede, na Alemanha. Cerca de
250 pessoas de 55 países devem participar do evento,
que inicia com reuniões técnicas temáticas
e segue com a apresentação e votação
das moções, concluindo com visitas de campo.
Do Brasil serão cerca de 30 participantes de ongs
ambientais, movimentos sociais e empresas do setor florestal
que já obtiveram a certificação.
O selo verde FSC atesta a origem do insumo florestal no
produto e constitui uma garantia de que a matéria-prima
provém de uma floresta manejada conforme os mais
elevados padrões ambientais, sociais e econômicos,
bem como em cumprimento com todas as leis vigentes.
"A
certificação FSC é um instrumento
para manter em pé a floresta e tem efeito modernizador
no setor florestal, trazendo com isso grandes benefícios
ambientais, sociais e econômicos para o país
e a sociedade como um todo", diz Denise Hamú,
secretária geral (CEO) do WWF-Brasil. "Ao
agregar valor ao produto florestal resultante de práticas
sustentáveis, o selo verde FSC significa uma oportunidade
para que as comunidades tradicionais da Amazônia
mantenham sua cultura e estilo de vida e, ao mesmo tempo,
tenham acesso a melhores condições de vida,
de trabalho e de renda", observa Luís Meneses,
coordenador do Programa Amazônia do WWF-Brasil,
que estará representando a entidade no evento,
juntamente com Mauro Armelin, coordenador de Políticas
Públicas; Estevão Braga, técnico
de desenvolvimento de mercados para produtos de origem
sustentável; e Regina Vasquez, assessora de Comunicação.
O WWF-Brasil desenvolve diversos projetos em prol do manejo
florestal sustentável e da certificação
FSC, integra a câmara ambiental do FSC Brasil e
é vice-presidente de seu Conselho Diretor.
Segundo
Ana Yang, secretária executiva do FSC-Brasil, "várias
questões estratégicas para o Brasil estarão
em pauta no evento: certificação e mercado,
a questão da floresta tropical e a das florestas
plantadas, as questões sociais na certificação,
e o papel do Estado, entre outras". Na assembléia
será também apresentado o planejamento estratégico
do FSC
para os próximos 10 anos.
Dez
anos depois de sua criação, o FSC atingiu
cerca de 67 milhões de hectares de florestas certificadas
em todo o mundo (dados de novembro de 2005). No Brasil,
são 3,5 milhões de hectares certificados
(dos quais 1.264.785 hectares são de floresta natural
da Amazônia). As unidades florestais certificadas
no Brasil pertencem a 62 organizações, incluindo
tanto o manejo empresarial quanto o comunitário.
E o número de organizações com certificação
da cadeia de custódia (que rastreia o insumo florestal
do produto final até a árvore de onde foi
retirada a matéria-prima) chega a 185 no país.
Os produtos brasileiros com o selo verde FSC incluem livros,
papel, lápis, embalagens, móveis, portas,
janelas, pisos, objetos de decoração e utilidade
doméstica, diversos produtos derivados de madeira
para a construção civil, casas pré-fabricadas,
instrumentos musicais, talheres e ferramentas com cabo
de madeira, vassouras e pincéis, carvão
vegetal para churrasco, e também não-madeireiros,
como óleos essenciais (para uso farmacêutico,
cosmético e alimentício), jarina (marfim
vegetal), couro vegetal (feito da borracha), erva-mate,
palmito, fitocosméticos e fitoterápicos,
entre outros.
Fonte:
Regina Vasquez, assessoria de comunicação
do WWF-Brasil (e-mail: regina@wwf.org.br)