A Câmara analisa a Política de Conservação
da Biodiversidade Aquática, prevista no Projeto
de Lei 5663/05, que tem entre seus objetivos estimular
a exploração sustentável dos recursos
pesqueiros nacionais. O projeto, do deputado Ivo José
(PT-MG), proíbe a pesca de mamíferos aquáticos
e mantém a proibição da pesca de
espécies ameaçadas de extinção,
prevista pela Lei 7679/88.
Pela proposta, é proibida a pesca por meio de instrumentos
que causem a retenção de cardumes ou interrompam
a piracema. Também é vedado o lançamento,
pelos pescadores, de produtos que possam causar danos
à vida aquática.
Independentemente das ações penais ou civis
cabíveis, o projeto estabelece, em caso de infração,
penas de advertência, multa, apreensão do
pescado e do material de trabalho e o cancelamento da
licença de pesca.
Cadastro
nacional
De acordo com o projeto, o Poder Executivo deverá
manter um cadastro nacional com o registro dos pescadores
profissionais, das empresas de aqüicultura, das embarcações
e das indústrias de pesca. O registro será
organizado pelo Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama)
e deverá ser renovado anualmente. No caso da pesca
em águas interiores, o cadastro será agrupado
por bacia hidrográfica. O projeto dispensa do registo
a pesca de subsistência.
A proposta também exige que os comandantes das
embarcações de pesca forneçam ao
Sisnama, ao final de cada viagem ou semanalmente, os dados
relativos à pesca realizada, a partir de formulário
padronizado.
Atualmente, o registro de pesca é feito pela Secretaria
Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência
da República, por meio de seus escritórios
estaduais.
Equilíbrio
ambiental
Na criação de espécies exóticas,
segundo o projeto, deverá ser assegurada a contenção
da espécie no cativeiro, impedindo seu acesso ao
ecossistema natural. Já as atividades que impliquem
alteração de um curso d'água e a
implantação de represas precisão
atender às medidas de proteção determinadas
pelo Sisnama.
O autor da proposta considera insuficiente a atual legislação
sobre a conservação da fauna e da flora
aquáticas. Ivo José lembra que o País
tem altos índices de assoreamento, de poluição,
de contaminação e de perda da diversidade
biológica. "O alto-médio São
Francisco, por exemplo, já sofreu perda drástica
de seu potencial pesqueiro, cuja recuperação
demanda grandes investimentos", afirma.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será
analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária,
Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Meio Ambiente
e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
Fonte:
http://www.camara.gov.br/internet/agencia/materias.asp?pk=74051