Começa
segunda-feira (7), no Rio de Janeiro, um seminário
para capacitar gestores e fiscais na aplicação
de diretrizes internacionais para reduzir a poluição
marinha. O encontro também visa ampliar as discussões
sobre as atualizações necessárias
para reduzir, prevenir e controlar o descarte de resíduos
no mar. O Seminário Internacional sobre Gestão
e Controle de Resíduos que podem ser Considerados
para Alijamento no Mar, é uma promoção
do Ministério do Meio Ambiente, em parceria com
a Petrobras, a Agência de Proteção
Ambiental dos Estados Unidos e o Escritório da
Convenção de Londres, na Inglaterra. Destinado
a técnicos de órgãos ambientais e
de saúde, empresas petrolíferas, companhias
de navegação, diretorias de portos e pesquisadores,
entre outros, o seminário também será
realizado em Brasília, entre os dias 10 e 11. Diante
do interesse pelo tema, os organizadores estão
estudando a realização de outros encontros.
O Brasil assinou a Convenção de Londres,
como é chamada a Convenção sobre
Prevenção da Poluição Marinha
por Alijamento de Resíduos e outras Matérias,
em 1982. O acordo internacional, prevê o controle
do descarte de resíduos no mar que prejudiquem
não só a saúde humana e a vida marinha,
mas também as atividades de navegação
e lazer. Em 1996, a aprovação de um protocolo
atualizou a Convenção de Londres, mas a
adesão do Brasil a este novo texto ainda depende
de ratificação. A expectativa é de
que o seminário acelere essa decisão, já
que Protocolo de 1996 inclui dispositivos inspirados no
sistema de licenciamento ambiental e de produção
limpa.
Segundo Robson Calixto, especialista em poluição
marinha do Ministério do Meio Ambiente, na década
de 90, no Mar do Norte, na Europa, foram lançadas
150 milhões de toneladas de material dragado. Para
evitar a contaminação do mar territorial
brasileiro, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama)
aprovou em 2004 a Resolução 344, estabelecendo
linhas gerais e procedimentos mínimos para a avaliação
de materiais dragados em águas brasileiras.
Em geral, o material dragado em áreas portuárias,
estuários e baías para a execução
de obras para aprofundamento ou manutenção
de canais de acesso, por exemplo, contém contaminantes,
como metais pesados e hidrocarbonetos. Depositados em
alto mar, além de prejudicar a vida marinha, pode
contaminar peixes, entrar na cadeia alimentar e provocar
danos a saúde humana. Dependendo do volume e composição
do resíduo, também pode afetar os diferentes
usos do mar , explica Calixto. Ele acrescenta, porém,
que no seminário também serão analisados
alguns exemplos de usos benéficos da disposição
de resíduos do mar, como o caso de afundamento
de navios para atratores artificiais .
No encontro, serão apresentadas legislações,
normas e experiências sobre o tema com palestras
do presidente do Grupo Científico da Convenção
de Londres, Craigt Vogt, do especialista em dragagem do
Exército dos Estados Unidos, Thomas Fredette, e
do Chefe do Escritório da Convenção
de Londres, René Coenen. Também participam
do evento representantes do Ministério do Meio
Ambiente, da Sociedade Brasileira de Engenharia Naval,
do Sindicato das Empresas de Navegação Marítima,
Agência Nacional de Vigilância Sanitária,
Ibama, órgãos estaduais de Meio Ambiente,
Diretoria de Portos e Costas, Agência Nacional de
Transportes Aquaviários, Agência Nacional
do Petróleo, Instituto Brasileiro do Petróleo,
Associação Brasileira dos Terminais Privativos,
Ministério dos Transportes.
ASCOM
FONTE: http://www.mma.gov.br/ascom/ultimas/index.cfm?id=1598