Evento
do Dia Mundial do Meio Ambiente marca lançamento
de relatório que relaciona Agenda 21 a Objetivos
do Milênio
da PrimaPagina
As ações para alcançar os Objetivos
de Desenvolvimento do Milênio — uma série
de metas socioeconômicas que os países da
ONU se comprometeram a atingir até 2015, englobando
áreas como pobreza, saúde e educação
— precisam levar em conta conceitos de desenvolvimento
ambientalmente sustentável. Do mesmo modo, as políticas
de proteção ambiental devem incluir iniciativas
que permitam às populações pobres
encontrar um novo meio de vida, capaz de fornecer renda
de forma contínua, sem a destruição
do meio ambiente.
Esses são alguns dos princípios defendidos
no “Caderno de Debate Agenda 21 e os Objetivos de Desenvolvimento
do Milênio”, que será lançado em 7
de junho, em um dos eventos programados pelo PNUD para
as comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente.
A Agenda 21 é um plano de ação pelo
desenvolvimento sustentável em todo o mundo assumido
por 179 países na Rio-92. Além da agenda
global, cada país formulou a sua versão
nacional e estimulou a criação de agendas
locais. A Agenda 21 brasileira foi elaborada com a ajuda
de 40 mil pessoas e teve seus princípios unidos
ao Plano Plurianual do governo federal para o período
de 2004 a 2007. Agora, municípios e comunidades
vão começar a formular suas agendas locais,
que devem, quando possível, integrar os planos
diretores participativos e os planos plurianuais municipais.
Os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio,
por sua vez, são uma série de metas estipuladas
pelas Nações Unidas para combater a pobreza
e estimular o desenvolvimento, e que precisam ser alcançadas
pelos países signatários, entre eles o Brasil,
até 2015.
O caderno de debate visa mostrar os pontos em comum entre
os dois instrumentos e como eles precisam estar integrados
para que suas metas sejam alcançadas. Ambos os
projetos pretendem ser um guia para as políticas
públicas que visem o desenvolvimento e a solução
de problemas sociais.
Segundo o texto apresentado na publicação,
enquanto a Agenda 21 é um instrumento para que
os temas essenciais para a sustentabilidade — como a questão
ambiental e o combate à pobreza, por exemplo —
façam parte de todas as políticas do governo,
os Objetivos dão finalidade e direção
a essas políticas.
No lançamento do caderno, o coordenador da Agenda
21 brasileira, Sérgio Bueno, deve fazer a abertura
do encontro, e Regina Pozzobom, do Ministério das
Cidades, falará sobre os planos diretores municipais
e suas relações com a Agenda 21. Toda a
discussão será mediada pelo secretário
municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano de Fortaleza,
Pedro Ivo Batista. O evento ocorre na sede do PNUD, na
sala Sérgio Vieira de Melo, em Brasília.
“Esse encontro será uma excelente oportunidade
de discussão tanto para os municípios que
já têm sua Agenda 21 local quanto para aqueles
que ainda não formularam a sua, para verem o exemplo
de outras iniciativas”, observa a analista de programa
da unidade de Meio Ambiente do PNUD Flora Cerqueira.
A série de eventos inclui no dia anterior, 6 de
junho, uma outra atividade do PNUD: o lançamento
do Portal Nacional de Licenciamento Ambiental, que vai
agregar e sistematizar as informações sobre
licenciamentos de obras potencialmente poluidoras. Segundo
o também analista de programa do PNUD Aldicir Scariot,
o objetivo do sistema é facilitar, desburocratizar
e dar mais transparência ao processo de licenciamento
ambiental.
FONTE:
http://www.pnud.org.br/meio_ambiente/reportagens/index.php?id01=1222&lay=mam