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Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira
o substitutivo da comissão especial que analisou
o Projeto de Lei (PL) 4776/05, do Executivo, que regulamenta
a gestão de florestas públicas para a produção
sustentável. O projeto, destinado a combater o
desmatamento na Amazônia, cria o Serviço
Florestal Brasileiro (SFB) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento
Florestal (FNDF), que vai promover a inovação
tecnológica no setor. O texto final foi o resultado
de cinco meses de discussões na Câmara.
Direito
de uso
Por meio de licitação, os interessados em
administrar os recursos florestais poderão receber
o direito de uso, mas não a posse da terra. Eles
terão de assumir o compromisso de deixar as árvores
intactas. Ganharão o direito de uso aqueles que,
além de oferecerem o melhor preço, também
apresentarem o programa de menor impacto ambiental e de
maior benefício socioeconômico.
A proposta prevê, ainda, que não serão
destinadas à concessão as áreas onde
já existam comunidades tradicionais, assentamentos
florestais, projetos de desenvolvimento sustentável
ou unidades de conservação.
Subsistência
Um dos pontos mais polêmicos da proposta foi resolvido
com a aprovação, em Plenário, de
uma emenda para proteger os pequenos empreendedores que
dependem economicamente das florestas.
A emenda garante o direito de continuidade, por cinco
anos, das atividades econômicas que já são
desenvolvidas em terras de até 2,5 mil hectares.
Esse direito só não vai valer para as atividades
ilegais, e terá de ser exercido pelas mesmas pessoas
que já ocupavam as áreas.
Potencial
De acordo com o relator do projeto na comissão
especial que discutiu a matéria, deputado Beto
Albuquerque (PSB-RS), a proposta reconhece pela primeira
vez o potencial econômico da Amazônia. "De
forma inovadora, esse projeto usa um importante instrumento
econômico de política ambiental para a garantia
do desenvolvimento sustentável; pela primeira vez,
teremos uma legislação específica
voltada para a concessão da exploração
de recursos florestais por meio de práticas de
manejo sustentável", ressalta o parlamentar.
De acordo com o projeto, o controle das concessões
será feito pelo Serviço Florestal Brasileiro,
órgão que terá atividades complementares
às do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Além
disso, o projeto cria o Fundo Nacional de Desenvolvimento
Florestal, para fomento do setor. A matéria segue
agora para o Senado Federal.
Reportagem - Geórgia Moraes e João Pitella
Junior
Edição - Regina Céli Assumpção
(Reprodução
autorizada mediante citação da Agência)
FONTE:
http://www3.camara.gov.br/internet/agencia/materias.asp?pk=70511