Embrapa apresenta tecnologias para alunos indígenas


Meio ambiente e qualidade de vida, ciência e diversidade, uso do meio e qualidade de vida são alguns dos temas colocados para reflexão pelos alunos do curso de licenciatura intercultural do Núcleo Insikiran de Formação Superior Indígena da Universidade Federal de Roraima (UFRR) e que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária foi convidada para colaborar na discussão. Como parte desta atividade, os alunos, indígenas, terão palestras, debates e dia de campo de 8 a 11 e 16 de agosto com pesquisadores da Embrapa Roraima.

O pesquisador Aloísio Vilarinho fez palestra, nesta segunda-feira, 8, sobre os cultivos do milho e do feijão caupi, contextualizando a atividade em Roraima, no Brasil e no mundo e, à tarde, demonstra experimentos com estas duas culturas, no campo experimental Água Boa, da Embrapa, apresentando técnicas que permitem maior produtividade.

Nos dias 9 e 10 será a vez do pesquisador Dalton Schwengber que vai demonstrar ao alunos como preparar a câmara de multiplicação rápida de mandioca que é uma tecnologia desenvolvida pelo Centro Internacional de Agricultura Tropical (CIAT) , da Colômbia, com adaptações para a região feitas pela Embrapa Roraima, e que permite produzir brotos e mudas para plantio desta cultura, que é muito explorada, principalmente na agricultura familiar e indígena, em Roraima.

No dia 11, os alunos terão oportunidade de conhecer técnicas alternativas de agricultura, que diminuem o desmatamento e o uso do fogo. Essa atividade será realizada com a pesquisadora Maristela Xaud. No dia 16, a abordagem será sobre os aspectos positivos e negativos do uso de agrotóxicos, com o pesquisador Alberto Marsaro Júnior. Em julho, os alunos também discutiram o tema Biodiversidade, com o pesquisador Paulo Emílio Kaminski.

De acordo com a professora do Núcleo Insikiran, Luciane Vilarinho, este contato com informações da pesquisa agropecuária está sendo muito importante para os alunos indígenas, que também são professores de ensino fundamental e médio e exercem um papel de liderança, desenvolvendo projetos também fora da escola. “Nossos alunos vivem do cultivo da terra”, destaca a professora, acrescentando que essa parceria com a Embrapa permitirá conhecer e levar informações para melhoria do sistema produtivo nas comunidades.

Segundo informações do Núcleo Insikiran, o curso de licenciatura intercultura é estruturado, não por disciplinas, mas a partir de temas contextualizados nos problemas reais das comunidades indígenas.

Mais informações

Embrapa Roraima
Síglia Regina dos Santos Souza
Jornalista (Mtb 066-AM)
Contatos: (95) 626-7125 E-mail: siglia@cpafrr.embrapa.br

Fonte:
Embrapa Roraima


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