A
Cúpula do Clima, que acontece em Buenos Aires (Argentina),
defende a busca de fundos para ajudar os países
mais vulneráveis ao aquecimento global, com o objetivo
de minimizar suas perdas nas próximas décadas
por causa da mudança climática.
O
pedido de verbas mais substanciais do mundo desenvolvido
--considerado o grande responsável pelas alterações
climáticas no planeta-- foi feito com insistência
pelos países pobres.
As
verbas disponíveis no momento são US$ 100
milhões do Fundo para o Meio Ambiente Mundial (GEF,
na sigla em inglês), mas também há
diferenças sobre os critérios para sua distribuição.
"Os
recursos do GEF soam ridículos quando se leva em
conta que há 140 países em desenvolvimento
que precisam de ajuda", criticou Luis Santos, representante
do Uruguai.
A
questão será o tema central de uma reunião
plenária que acontecerá de 15 a 17 de dezembro,
como fechamento da cúpula, com a participação
de cerca de ministros do Meio Ambiente de cerca de 80
países.
O
tema foi defendido energicamente pelos pequenos Estados
insulares do Pacífico, cuja própria existência
depende de deter o aumento do nível do mar por
causa do aquecimento global e o derretimento das calotas
polares. Entre eles, estão Tuvalu, Ilhas Cook e
Manihiki, além de Filipinas e Fiji.
"O
que se trata é que os fundos para adaptação
sejam maiores e que estejam efetivamente disponíveis",
explicou Atilio Savino, secretário do Meio Ambiente
da Argentina, cuja delegação também
exigiu mais recursos dos países ricos.
"Para
melhorar a disponibilidade dos recursos, devem ser criados
projetos bem fundamentados para pedir seu financiamento
e, às vezes, é necessário começar
pela capacitação, para que então
surjam os projetos", acrescentou.
No
caso do Uruguai, a assessora governamental Virginia Sena
disse que a mudança climática ameaça
seu país em dois aspectos centrais de sua economia:
agricultura e turismo.
"A
vulnerabilidade agropecuária e dos recursos costeiros
está dada pela variabilidade climática,
a maior freqüência de tempestades, a alteração
dos regimes de chuva, que induzem processos de desertificação
e inundações e incrementam a erosão
das costas", explicou.
FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u12714.shtml