Sessenta
madeireiras da região de Guarantã do Norte,
onde um incêndio criminoso destruiu um dos escritórios
do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos
Naturais Renováveis) no fim de novembro, começaram
a ser fiscalizadas por uma equipe composta por 12 fiscais
do órgão, que deverão percorrer as
empresas localizadas em Peixoto de Azevedo, Terra Nova,
Matupá e Novo Mundo, além de Guarantã.
O objetivo dos fiscais é comparar os estoques de
madeira com os valores declarados nas Autorizações
para Transporte de Produtos Florestais (ATPFs). Existem
suspeitas de que possíveis fraudes ocorreram e
estariam ocorrendo no preenchimento dos documentos.
A Polícia, que investiga o incêndio ocorrido
no escritório do Ibama em Guarantã, acredita
que a adulteração das ATPFs pode ter sido
uma das causas do crime, pois a unidade seria a próxima
a passar por uma sindicância realizada pelo próprio
Ibama, por meio da Comissão de Correição,
da qual faz parte o procurador federal Elyelson Ayres
Souza, que investiga ATPFs calçadas, em que as
duas vias são preenchidas de forma diferente.
A primeira via da autorização que acompanha
o transporte da madeira traz a quantidade correta. Mas
a segunda via que deve ser enviada ao Ibama segue com
quantidades menores e até com espécie diferente,
escondendo a extração ilegal de madeira
tirada ilegalmente de unidades de conservação
e terra indígena.
Em todo o Estado está sendo feita uma inspeção
nos escritórios regionais, pela Comissão
de Correição, sobre a emissão de
ATPFs falsas, roubadas ou calçadas.
O incêndio em Guarantã do Norte, conforme
informações do chefe de divisão de
fiscalização do Ibama, Marcos Pinto, é
o primeiro registrado em Mato Grosso.
Segurança
Para que outros escritórios não corram o
risco de depredação e como medida de segurança,
o Ibama resolveu retirar de helicóptero documentos
de madeireiras como comprovantes de movimentação
de cargas, vias de ATPF prestadas contas e solicitadas
e também disquetes dos escritórios localizados
em Brasnorte, Juara e São José do Rio Claro.
FONTE: http://www.folhadoestado.com.br/index1.php?canal_id=33&diretorio=&pagina=&mat_id=65950