Brasília
(09/02/06) - O diretor de Florestas do Ibama, Antônio
Carlos Hummel, e o diretor do Programa Nacional de Floresta
do Ministério do Meio Ambiente, Tasso Azevedo,
reuniram-se, no início desta semana, em Belém,
com setores envolvidos no uso de carvão vegetal
em siderúrgicas do Pólo de Carajás
(PA) e decidiram assinar um termo de ajustamento de conduta
(TAC) em março deste ano.
O impasse é que nem todo o carvão consumido
pelas siderúrgicas do Pólo é de fonte
legal, o que já causou multas de R$ 500 milhões,
aplicadas pelo Ibama, a empresas do Maranhão e
do Pará. Tampouco reposições florestais
são colocadas em prática por essas empresas.
Presentes a reunião estavam representantes do Governo
do Pará, Ministério Público Federal
e Estadual, Associação das Siderúrgicas
de Carajás, Sindicato dos Produtores de Carvão
Vegetal do Pará e Sindicato dos Trabalhadores nas
Indústrias e Reflorestamento para Carvão
Vegetal do Pará, Maranhão, Tocantins, Mato
Grosso e Piauí.
Para Hummel - que considera as ações do
Ibama nessa área exemplares - esse quadro de uso
insustentável tem de acabar. "É predatório!"
Afirma.
Segundo ele, o TAC vai levar em conta o controle de origem
do carvão e o replantio para que, até 2014,
a sustentabilidade seja atingida. O documento incluirá
também o cadastramento de empresas e trabalhadores,
assim como o levantamento de impactos socioambientais.
Além do acordo em torno do TAC, foram discutidas
também alternativas para garantir, a curto e longo
prazo, fontes legais de fornecimento de carvão
vegetal para o pólo, minimizando impactos e maximizando
benefícios ambientais.
Luiz da Motta
Ascom/Ibama
FONTE:
http://www.ibama.gov.br/novo_ibama/paginas/materia.php?id_arq=3604