Brasília
- A região do Cerrado brasileiro, que compreende
uma área de 2 milhões de quilômetros
quadrados, poderá desaparecer em 20 anos, segundo
a secretária-executiva da Organização
Rede Cerrado, Mônica Nogueira.
No
próximo sábado, será celebrado o
Dia Nacional do Cerrado.
Esse
dia coincidirá com o último dia do Grito
do Cerrado, um evento de mobilização política
que servirá de alerta a sociedade e ao Estado sobre
o processo de degradação que vem ocorrendo
nos últimos anos.
ARTICULAÇÃO
- A iniciativa será promovida pela Rede Cerrado,
uma articulação entre diversas entidades
que atuam em defesa do bioma.
O
cerrado brasileiro possui diversos ecossistemas e uma
riquíssima flora, com mais de 10 mil espécies
de plantas.
Porém,
a região vem sofrendo um intenso processo de desmatamento
e degradação, acentuado nos últimos
anos.
Segundo
Mônica Nogueira, ainda é necessário
que a sociedade brasileira se conscientize da importância
do potencial, em termos econômicos e sociais, da
biodiversidade presente no cerrado.
“Internacionalmente,
o bioma já tem alcançado algum reconhecimento.
No entanto no Brasil, o cerrado tem sido visto unicamente
como uma área de para expansão da fronteira
agropecuária. Há estimativas de que, em
menos de 20 anos ele possa desaparecer”, afirma.
O
evento também buscará alertar sobre os povos
que habitam historicamente o cerrado, como os povos Xavante
e Timbira, além de remanescentes dos quilombos
e outros grupos que buscam reconhecimento como comunidades
tradicionais.
DIVERSIDADE
- “A gente sempre faz questão de destacar que,
junto à diversidade biológica do bioma,
há também uma grande diversidade social
e cultural. A gente vem buscando valorizar e dar instrumentos
para que elas possam continuar fazendo uso das espécies
e de como manejá-las adequadamente, recebendo os
benefícios pelo uso dessa biodiversidade”, diz
Nogueira.
O
evento ocorre hoje e contará com a presença
da ministra do Meio ambiente, Marina Silva, para a entrega
oficial dos resultados de um grupo de trabalho interministerial,
que foi criado para gerar subsídios para a elaboração
de um programa “Cerrado Sustentável”, que será
implementado pelo ministério.
FONTE: http://diariodonordeste.globo.com/