A
sensibilidade do fotógrafo Clayton Lino, que também
é arquiteto e especialista no estudo de grutas
e cavernas naturais, resultou na visão inusitada
das fotos que ilustram o livro “Jóias da Mata Atlântica”,
que tem lançamento marcado para esta segunda-feira,12/12
, à partir das 19 horas, na Casa das Rosas, à
Avenida Paulista, 37.
O olho treinado de Clayton, que atua na área ambiental
há vários anos e atualmente preside o Conselho
Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica,
órgão ligado à Unesco, fez com que
encontrasse material para suas fotos não apenas
nas reservas preservadas da floresta, mas também
em pequenas trilhas escondidas dos olhares menos atentos,
em locais urbanos como o Horto Florestal de São
Paulo/Parque Alberto Loefgrën.
Além desse parque, boa parte das imagens foram
captadas em outras duas unidades de conservação
mantidas pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente/SMA
– o PETAR/Parque Estadual e Turístico do Alto do
Ribeira e o Parque Estadual de Jacupiranga. Em qualquer
ambiente retratado, o fotógrafo e ambientalista
encontrou os tesouros reunidos na publicação.
Essa riqueza de detalhes e nuances oferecidas por ambientes
preservados, de uma flora rica e diversificada, estão
distribuídas em 216 páginas da publicação
em português e inglês, preparada pela SMA,
com edição primorosa da Imprensa Oficial
e apoio da Unesco.
A
proposta do projeto pode ser traduzida em “sensibilizar
para preservar”, porque é impossível não
se encantar com as imagens que mostram as diversas formas
que a flora e o ambiente dominado pela Mata Atlântica
assumem nos diferentes pontos do país ocupado por
esse bioma. Segundo o fotógrafo, “essa diversidade,
ao mesmo tempo que representa uma excepcional riqueza
de patrimônio genético e paisagístico,
torna a mata extremamente frágil e a destruição,
ainda que pequena, dessa floresta, pode significar a perda
irreversível de inúmeras espécies,
muitas delas ainda não estudadas pela ciência”.
Na
apresentação da publicação,
Clayton destaca também que o patrimônio representado
pela Mata Atlântica excede a riqueza da biodiversidade,
da proteção dos solos e de mananciais de
água potável, ou da exuberância paisagística.
“Sua importância é igualmente básica
para a cultura nacional. Nas aquarelas dos antigos naturalistas,
na imagem-símbolo do Rio de Janeiro, nas belezas
do litoral, a própria imagem e identidade brasileiras
estão impregnadas de Mata Atlântica”.
Fonte:
http://www.ambiente.sp.gov.br/destaque/2005/dezembro/09_joias.htm