Juliana
Andrade e Danielle Coimbra
Da Agência Brasil
Brasília
– Com o tema central "Política ambiental integrada
e uso sustentável dos recursos naturais",
a 2ª Conferência Nacional do Meio Ambiente
será dividida em cinco subtemas: biodiversidade
e florestas; água e recursos hídricos; qualidade
ambiental nos assentamentos humanos; instrumentos de desenvolvimento
sustentável no território; e fortalecimento
do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama) e controle
social.
De
acordo com o coordenador-geral do encontro, conferência,
Pedro Ivo Batista, a idéia é fazer com que
as discussões ocorram de forma mais organizada
e didática. Para ele, um dos pontos centrais será
o debate em torno das questões relacionadas à
biodiversidade e florestas. "Neste ponto, com certeza
o tema mais quente, mais chave é o projeto de lei
de florestas e, é óbvio, vamos comemorar
a queda do desmatamento na Amazônia, que em seis
anos diminuiu 30%", comenta.
Em
relação ao subtema água e recursos
hídricos, as perspectivas também são
otimistas, na avaliação de Batista. "Aqui
também temos uma grande notícia e um grande
trabalho que é a construção do Programa
Nacional de Recursos Hídricos. O Brasil passa a
ser o primeiro país da América Latina a
ter esse programa, que está sendo construído
com base em consulta à população,
são mais de 10 mil pessoas representando vários
segmentos da sociedade que estão nesse processo",
aponta.
No
que se refere à qualidade ambiental dos assentamentos
humanos, o coordenador destaca como um dos pontos fundamentais
a proposta de Política Nacional de Resíduos
Sólidos, que, segundo ele, o ministério
está elaborando em conjunto com a pasta das Cidades
e a da Saúde.
O
debate em torno dos instrumentos para o desenvolvimento
sustentável também é importante,
no dizer do coordenador geral, sobretudo sob o aspecto
do financiamento. "A questão das finanças
do meio ambiente é, sem dúvida, um ponto
estratégico porque, para ter um desenvolvimento
sustentável, tem que ter um maior financiamento
para essa área, temos que ter um maior financiamento
para o Ministério do Meio Ambiente. Precisamos
ainda ter uma discussão maior de como fomentar
o desenvolvimento sustentável".
Em
relação à estratégia nacional
para o desenvolvimento sustentável, Pedro Ivo Batista
também destaca os avanços na Agenda 21,
instrumento de planejamento estratégico orientado
pela democracia participativa e com controle social. "Vamos
debater como estão nossos instrumentos de gestão.
Passamos de 150 para 700 agendas 21 locais", comenta.
Sobre
o fortalecimento do Sisnama e o controle social, ele afirma
que um dos avanços obtidos é o maior participação
da sociedade. "Nós avançamos aqui no
sentido de espaço para a sociedade: a reformulação
do Conama [Conselho Nacional do Meio Ambiente] , a criação
de vários conselhos de gestão ambiental
– que permitem à sociedade gerir conosco os parques
nacionais –, a agenda 21 e também as ações
que tivemos de favorecimento do Sisnama, como a construção
das comissões tripartites e a definição
dos programas de formação para gestores
ambientais."
Colaborou
Michèlle Canes
Fonte:
http://www.radiobras.gov.br/materia_i_2004.php?materia=249967&q=1&editoria=