A
definição do zoneamento agroclimático
para o girassol, o desenvolvimento de tecnologias específicas
para o cultivo do grão e o domínio de um
processo químico menos poluente para produção
de biodiesel são as metas do Programa de Bioenergia
do Estado, que promoveu um treinamento sobre a colheita
do girassol para cerca de 100 técnicos da Emater-PR
nesta quarta-feira (6) no auditório da Embrapa
Soja, em Londrina. O vice-governador e secretário
Agricultura, Orlando Pessuti, o secretário de Ciência
e Tecnologia, Aldair Rizzi, o representante da Emater-PR
Celso Seratto, o chefe técnico do Iapar Antonio
Costa, o secretário municipal de agricultura Nilson
Ladeia, o deputado José Maria Ferreira, a chefe
geral da Embrapa Soja Vania Castiglioni participaram da
abertura do evento.
Na
ocasião, a Embrapa Soja fez homenagem à
Secretaria e às empresas vinculadas, pela parceria
e apoio dado por elas à Embrapa. A chefe geral
da Embrapa Soja Vania Castiglioni entregou ao secretário
Orlando Pessutti uma estatueta referente aos 30 anos da
empresa. De acordo com a Secretaria da Agricultura do
Paraná, o Programa Paranaense de Bionergia pretende
conhecer quais as culturas economicamente viáveis
para produção de biodiesel, caso do girassol,
e definir as escalas ideais de produção
em usinas de biodiesel. Ao falar sobre o Programa, Vania
destacou que “não basta termos biodiesel, é
necessário também que ele tenha condições
de competitividade em relação às
outras alternativas no mercado e o girassol mostra-se
promissor, especialmente por conter cerca de 50% de óleo
em sua composição”. A primeira ação
do Programa foi a articulação de parcerias
com as instituições de pesquisa e a assistência
técnica do Paraná. “A Embrapa, Iapar e Emater
vão desenvolver tecnologias para viabilizar a produção
agrícola da cultura e o Instituto de Tecnologia
do Paraná (Tecpar) irá desenvolver tecnologia
própria para produção de biodiesel”,
explica Richardson de Souza, da Secretaria da Agricultura.
Biodiesel
O
biodiesel, produzido a partir de óleos vegetais
extraídos da soja, do girassol ou do dendê,
reduz a emissão de gases poluentes como o CO2,
um dos responsáveis pelo efeito estufa. De acordo
com Souza, o processo químico mais conhecido atualmente
utiliza o metanol - derivado do petróleo - para
produzir biodiesel. O Tecpar está pesquisando um
processo que produza biodiesel a partir do etanol, álcool
proveniente da cana-de-açúcar, que é
ainda menos poluente. “Até o final do ano, o Tecpar
irá utilizar uma mini-usina para fazer testes de
óleos e de técnicas de produção”,
explica Souza. Segundo ele, a Embrapa ficará responsável
pelo definição do zoneamento agroclimático,
que estabelece diretrizes sobre época e locais
de cultivo. “O zoneamento também é um instrumento
que colabora para a liberação de financiamento
agrícola”, afirma. Para obter informações
detalhadas sobre o comportamento da cultura em todo o
Estado foram implantadas 35 unidades de observação
de girassol, entre março e maio, que ainda estão
em processo de colheita. “Vamos instalar 40 hectares de
girassol agora entre julho e agosto para subsidiar os
trabalhos de pesquisa”, afirma o técnico Antonio
Maurina, da Emater.
Girassol
Dados
da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), da Embrapa
(Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e
do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos),
apontam que a área cultivada com girassol no Brasil
é de aproximadamente 80 mil hectares. A produção
da cultura é de cerca de 150 mil toneladas do grão,
mas se depender de várias ações que
estão em curso no Brasil o girassol vai ganhar
novo fôlego. “O girassol apresenta-se como uma excelente
matéria-prima para a produção de
biodiesel e importante alternativa de geração
de emprego e renda para a agricultura familiar”, explica
a chefe geral da Embrapa Soja, Vania Castiglioni.
FONTE:
http://www3.pr.gov.br/noticias/seab/noticiascompletas.php?noticia=5&arquivo=noticia.txt