Índios
e ambientalistas protestaram em Brasília contra
a destruição do cerrado. Eles querem que
a região seja transformada em Patrimônio
da Humanidade.
Exposições
mostram como tirar sustento do cerrado sem destruí-lo.
Na Câmara dos Deputados, discutem-se projetos que
pretendem transformar o ecossistema em patrimônio
nacional, como a Amazônia.
Os
manifestantes querem pressa pois os textos, há
nove anos no Congresso, serviriam para criar leis de proteção
mais fortes.
“Nós
esperamos que ainda neste ano nós aprovemos o projeto
na comissão especial para que ele possa passar
pela Comissão de Justiça e ir ao Plenário
da Câmara federal” – disse Neide Aparecida, deputada
federal – PT/GO.
De
acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o cerrado
pode desaparecer em 30 anos. Mais da metade do ecossistema
já foi devastada. Os ambientalistas responsabilizam
o avanço das lavouras e das pastagens pelo desmatamento
e ocupação desordenada do solo.
“Nós
não somos contra a agropecuária. Mas a gente
quer discutir um modelo alternativo a esse que está
aí, que é o modelo da terra arrasada. Desmata
tudo para substituir ou com monocultura ou com pecuária”
– falou Fernando Lima, engenheiro florestal.
Os
índios, que também não querem esse
avanço em suas reservas, protestaram com o preto
do carvão e o vermelho do urucum. A pintura era
para participar da Corrida da Tora, ritual que marca o
fim das chuvas e comemora a fartura. Eles carregaram pedaços
de palmeiras com 80 quilos. A corrida terminaria em frente
ao Congresso, mas os índios driblaram a segurança
e subiram a rampa.
Um
senador permitiu a entrada dos índios no Plenário.
As toras foram deixadas em frente à mesa da Presidência.
O
Dia Nacional do Cerrado é comemorado amanhã.
Fonte:
http://redeglobo.globo.com/cgi-bin/globorural/montar_texto.pl?controle=7749