Criar
uma instância técnica permanente que permita
a solução de problemas comerciais que se
apresentam em relação às medidas
sanitárias e fitossanitárias dos Estados
Unidos, definir diretrizes de equivalência (significa
dizer que a América do Norte aceite como válidas,
por exemplo, as licenças expedidas pelas autoridades
colombianas na inspeção de carnes ou no
controle de pragas, entre outros) e estabelecer um comitê
bilateral executivo que implemente esse capítulo
na negociação, são algumas das medidas
que a comissão colombiana pleiteou durante a negociação
do Tratado de Livre Comércio (TLC), em Tucson.
Segundo
fontes oficiais, vários desses temas não
são implementados pelos Estados Unidos em nenhuma
negociação comercial, e, por essa razão,
os representantes desse país pediram tempo para
analisar as possibilidades, impedindo o avanço
dos textos agrícolas.
Na
semana passada, o negociador peruano, Pablo de la Flor,
insistiu que o tema de acesso real aos produtos agropecuários
andinos passa pelo estabelecimento desse tipo de mecanismos,
pois, segundo ele, "de nada serve uma tarifa zero"
se as medidas sanitárias e fitossanitárias
interferem na chegada dos empresários andinos a
esse mercado. Inicialmente houve uma tensão na
mesa agrícola quando os Estados Unidos declarou
que haveria apenas dois dias de negociações
na sexta rodada, e, durante esse período, circulou
a versão de que os negociadores norte-americanos
consideravam que a Colômbia não estava preparada
para negociar o tema.
No
entanto, de um dia para o outro, a negociação
destravou e se conseguiu definir um cronograma de trabalho.
Apesar dos avanços e das expectativas para a próxima
rodada, vários representantes de classe declararam
que o tema de fundo, além do tarifário,
será o sanitário e o fitossanitário.
As informações são do jornal
La Republica da Colômbia.
FONTE: http://www.agrolink.com.br/noticias/pg_detalhe_noticia.asp?cod=21195