Agentes
de fiscalização do Ibama em São Paulo
apreenderam ontem (10), no Aeroporto Internacional de
Guarulhos, um carregamento de 875 kg de rochas calcáreas
incrustadas de organismos marinhos. A carga, proveniente
do Espírito Santo, estava acondicionada em 35 caixas
de isopor e seu destino era Alemanha e Bélgica.
Segundo o chefe da fiscalização, Luís
Lima, a nota fiscal que acompanhava o carregamento descrevia
apenas "pedras ornamentais para aquário",
mas as rochas continham uma grande variedade de organismos
fixados, como corais, poliquetas (pequenos vermes), briozoários
(seres que formam colônias e lembram musgos) esponjas,
moluscos e algas. A empresa responsável pela mercadoria
não tinha licença para exportação
e foi autuada em R$ 50 mil. Os organismos foram doados
para a Universidade de São Paulo e para aquários
públicos da baixada santista.
De acordo o chefe do Museu do Instituto de Oceanografia
da USP, Sérgio Teixeira de Castro, que acompanhou
a operação, não é possível
quantificar o número de seres que foram removidos
junto com as rochas. A observação a olho
nu permitiu identificar um número grande de organismos,
mas existem ainda seres microscópicos agregados.
Castro explica que esse tipo de retirada de substrato
desorganiza o equilíbrio do ecossistema local e
provoca sério dano ambiental, que levará
anos para ser recuperado.
Airton De Grande
Ibama/SP
Fonte:
http://www.ibama.gov.br/novo_ibama/paginas/materia.php?id_arq=3045