Tanto
os grandes quanto os pequenos agricultores têm um
problema em comum: as pragas que atingem as lavouras e
chegam a dizimar toda uma safra. Os danos econômicos
causados por esse problema são expressivos. A diferença
é que, enquanto os grandes agricultores recorrem
aos especialistas e às tecnologias disponíveis
no mercado, os pequenos agricultores não têm
a quem recorrer. O motivo é a falta de recursos
e, às vezes, falta de conhecimento. Então,
como solucionar essa questão?
Uma
das alternativas é a utilização de
“plantas tóxicas” da região amazônica.
Quem garante isso é a pesquisadora Joana D''Arc
Ribeiro, doutora em Entomologia e Ecologia, do Instituto
Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado
ao Ministério da Ciência e Tecnologia.
Um
estudo desenvolvido pela Coordenação de
Pesquisas em Ciências Agronômicas (CPCA/Inpa)
junto às comunidades produtoras de citros (gênero
relativo às plantas cítricas) no assentamento
do Iporá, município do Rio Preto da Eva,
visa analisar os efeitos e os resíduos tóxicos
das soluções extraídas de folhas
do timbó (Lonchocarpus floribundus) e da Palicourea,
também conhecida como erva-do-diabo (Palicourea
marcgravii), no uso contra pulgões, cochonilhas
e formigas cortadeiras de pequenas lavouras de alface,
tomate e citrus.
Além
disso, os pesquisadores querem identificar as substâncias
ativas que compõem os extratos e avaliar a ação
residual das soluções desses extratos, ou
seja, como agem no solo. As pesquisas em animais são
realizadas em ratos. Joana D''Arc explicou que essas duas
plantas são altamente tóxicas ao homem,
podendo levá-lo à morte, caso ingeridas,
seja na forma de chás ou in natura.
Fonte:
http://www.boletimpecuario.com.br/noticias/noticia.php?noticia=not6246.boletimpecuario