France
Presse, em Londres (Reino Unido)
A presença de dióxido de carbono na atmosfera
cresceu de forma preocupante entre 2001 e 2003, segundo
estatísticas reveladas nesta segunda-feira pela
imprensa britânica, na véspera de uma conferência
do grupo ambientalista Greenpeace, em Londres.
Segundo
o "The Guardian" e o "The Independent",
é a primeira vez que a quantidade de dióxido
de carbono aumentou em mais de 2 unidades por milhão
de partículas (ppm). O crescimento foi registrado
em dois anos consecutivamente.
Entre
2001 e 2002, o número de partículas de dióxido
de carbono por milhão de partículas passou
de 371,02 para 373,10 --um índice de 2,08 ppm/ano.
No ano seguinte, aumento para 375,64 --2,54 ppm.
O
levantamento é registrado anualmente no pico do
monte Mauna Loa, no Havaí, desde 1958, pelo cientista
americano Charles Keeling, 74.
Segundo
Keeling, apenas em 1973, 1988, 1994 e 1998 houve registros
acima de 2 ppm. "O aumento do número de partículas
de dióxido de carbono por dois anos seguidos é
um fenômeno novo", diz o cientista.
O
que mais preocupa Keeling é que em 2001 e 2002
não aconteceu o fenômeno do El Niño,
como havia ocorrido nas outras quatro vezes.
Para
o cientista, uma das explicações seria o
enfraquecimento da capacidade da Terra de absorver o excesso
de dióxido de carbono, o aquecimento do planeta
e a incapacidade de oceanos e florestas absorverem o dióxido
de carbono, associado à mudança brusca do
clima.
Segundo
o "The Guardian", estes dados serão debatidos
nesta terça-feira no congresso anual do Greenpeace.
FONTE: http://www.guianews.com.br