O
governador Germano Rigotto recebeu oficialmente da direção
da Stora Enso, nesta segunda-feira (10-10), em ato realizado
no Salão Alberto Pasqualini do Palácio Piratini,
o anúncio dos primeiros oito municípios
gaúchos beneficiados com a aquisição
de áreas para implantação de florestas
pela empresa sueco-finlandesa. A região escolhida
foi a Metade Sul, entre Alegrete e Rosário do Sul.
Serão investidos pela Stora Enso US$ 50 milhões
na compra de um total de 50 mil hectares de terras para
plantio, nos municípios de Alegrete, Cacequi,Maçambará,
Manuel Viana, Rosário do Sul, Santiago, São
Francisco de Assis e Unistalda. A madeira produzida será
destinada, futuramente, a uma indústria do setor
de papel e celulose a ser construída pela empresa
em local ainda a ser definido dentro de um ano.
A
região contemplada com o investimento calculado
em US$ 800 milhões deverá ser a Fronteira
Oeste. A estimativa é de que a base florestal gaúcha
venha a gerar entre mil e 1,5 mil empregos. As boas condições
florestais, os custos da fibra (50% menor) e o fato de
a produção gaúcha permitir o corte
do eucalipto em sete anos, quando nos países nórdicos
é feito com 70 anos, favoreceram a escolha do Rio
Grande do Sul para o empreendimento. Segundo o presidente
da empresa na América Latina, Nils Grafstrom, a
Stora Enso estudou vários países latinos
até encontrar no Brasil e no Rio Grande do Sul
as condições competitivas ideais, como área
disponível, qualidade do solo, logística,
disponibilidade de mão-de-obra e boas possibilidades
para o plantio de eucalipto ou pinho, que dão origem,
respectivamente, à celulose de fibra curta e longa.
A
Stora Enso é uma empresa global, de capital aberto,
que atua de forma integrada no mercado de papel, cartão
e produtos florestais. Líder mundial na produção
e comercialização de papel e celulose, tem
ações listadas nas bolsas de Estocolmo,
Helsinque e Nova York. Presente em 40 países nos
cinco continentes, emprega 45 mil pessoas e tem capacidade
de produção anual de 16,4 milhões
de toneladas de papel e 7,7 milhões de metros cúbicos
de madeira processada. Na América Latina, mantém
escritórios na Argentina, Brasil, Chile e México.
Em 2004, o faturamento total do grupo atingiu 12,4 bilhões
de euros. Aguarde reportagem completa.
Fonte:
http://www.agrolink.com.br/noticias/pg_detalhe_noticia.asp?Cod=32730