Câmara de Educação em Recursos Hídricos tem seu plano de trabalho aprovado


Do volume total de água que é retirado do rio São Francisco para diversas aplicações, 74% são utilizados na produção de alimentos, por meio da agricultura irrigada. O dado foi apresentado pelo representante do Ministério da Integração Nacional, Demétrios Christofidis, aos membros da Câmara Técnica de Educação, Capacitação, Mobilização Social e Informação em Recursos Hídricos (CTEM), durante reunião da Câmara, realizada hoje (10) no Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

“A irrigação utilizando a água do ‘Velho Chico’ corresponde a uma área de 333 mil hectares e abrange os estados de Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Bahia, Alagoas e Sergipe. Os 26% restantes da água retirada do rio se destinam ao abastecimento humano, pecuária e produção industrial”, informou Christofidis.

Esta foi a quarta reunião da Câmara, que hoje teve seu plano de trabalho aprovado com a presença dos seus 17 membros. “Foi uma reunião muito exitosa, uma vez que conseguimos aprovar o plano de trabalho que vai nortear as atividades da Câmara e permitir o compartilhamento das suas atividades com a sociedade”, destacou o presidente da CTEM e coordenador da área de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Secretaria de Política de Informática e Tecnologia do MCT, Sanderson Leitão.

Durante a reunião, também foi discutida a contribuição da CTEM na elaboração do Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), que está sendo desenvolvido pela Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente (SRH/MMA). O Plano é um dos instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos, instituída pela Lei 9433/1997, que traça as diretrizes para o gerenciamento sustentável dos recursos hídricos do País.

Representantes
Criada em março deste ano, a CTEM é a mais nova das oito Câmaras Técnicas que atualmente compõem o Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH). Ela é integrada por representantes de sete ministérios (Fazenda, Educação, Saúde, Cidades, Integração Nacional, Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente), da Agência Nacional de Águas (ANA), dos conselhos estaduais de recursos hídricos de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Ceará e Bahia, de concessionárias e autorizadas de geração hidrelétrica, dos comitês de bacias hidrográficas, de consórcios e associações intermunicipais de bacias hidrográficas, de organizações de ensino e pesquisa e organizações não-governamentais.

Seu principal objetivo é propor diretrizes e programas de educação e capacitação, bem como analisar mecanismos de articulação e cooperação entre o poder público, os setores usuários e a sociedade civil na área de recursos hídricos.

Jorge Lúcio Pinto - Assessoria de Imprensa do MCT

FONTE:
http://agenciact.mct.gov.br/index.php?action=/content/view&cod_objeto=22395


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