O Brasil possui a segunda maior área de produção
agrícola orgânica no mundo, perdendo apenas
para a Austrália. O País ocupava o 34º
lugar, mas subiu no raking com a inclusão, no cálculo,
do extrativismo sustentável da Região Amazônica.
Ao todo, são 6,5 milhões de hectares de
terra disponíveis para o cultivo de orgânicos
como banana, abacaxi, café, mel, leite, carnes,
soja, palmito, açúcar, frango, hortaliças
e alguns produtos da Amazônia como castanha, açaí,
látex e frutas.
Para
o chefe da Divisão de Certificação
e Controle da Produção Orgânica do
Ministério da Agricultura, Roberto Mattar, com
uma área tão grande certificada, "nós
estamos garantindo ao produtor a valorização
do seu produto e a geração de emprego e
renda para as famílias que vivem na região,
além da preservação do meio ambiente
para as gerações futuras".
Mattar
lembra que a cada dia os produtos orgânicos têm
conquistado mais mercado dentro e fora do País.
"O consumidor consciente sabe que ao comprar um produto
orgânico, mais valorizado que o tradicional, não
está levando só um produto sem contaminação
química, sem agrotóxico, mas ele tem embutido
o respeito às tradições culturais,
às exigências trabalhistas e às condições
sociais do trabalhador", afirma.
Para
se ter uma idéia, o Brasil fechou contratos no
valor de € 31,4 milhões na Biofach, feira internacional
de produtos orgânicos realizada no mês passado
na Alemanha. "Na feira, em Nuremberg, os 87 expositores
de produtos orgânicos brasileiros venderam o dobro
do conseguido no ano passado", informa Mattar.
De
acordo com o chefe da Divisão de Certificação
e Controle da Produção Orgânica, a
criação da Coordenação de
Agroecologia neste ano, pelo Ministério da Agricultura,
mostra o interesse do governo em desenvolver o setor com
o apoio dos estados, municípios e dos ministérios
do Desenvolvimento Agrário e Meio Ambiente. "Nosso
interesse é manter os agricultores na atividade,
produzindo alimento saudável, não se intoxicando
e tendo condições técnicas e econômicas
para produzir. Desenvolvemos ações de fomento,
de certificação e de capacitação,
e auxiliamos todos os segmentos envolvidos na cadeia do
agronegócio orgânico a cumprirem o seu papel
dentro do sistema", conclui o técnico.
FONTE:
http://www.boletimpecuario.com.br/noticias/noticia.php?noticia=not5616.boletimpecuario