Grupo trata animais selvagens feridos


Um grupo de estudantes e pesquisadores da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia e do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Botucatu, formaram uma equipe para cuidar de animais selvagens acidentados.

Entre as espécies atendidas estão onças, leões, sagüis, avestruzes e papagaios, que são encaminhados para a faculdade por particulares e órgãos públicos, como Polícia Florestal, Polícia Rodoviária, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e zoológicos municipais.

Segundo o veterinário Stélio Pacca Loureiro Luna, coordenador do Grupo de Estudos de Animais (Geas), tratar desses bichos permite conhecê-los melhor tanto nos aspectos biológicos quanto fisiológicos.

“Quando surge um exemplar raro, o grupo levanta informações sobre nutrição, aleitamento e sobre todo o manejo de cuidados clínicos e medicamentos necessários, gerando importante aprendizado”, enfatiza.

Em sua maioria, os animais chegam ao Geas com pernas e patas quebradas por atropelamentos em rodovias próximas. Também há casos de intoxicações e ferimentos na pele provocados por queimaduras.

De acordo com levantamento estatístico feito por integrantes do grupo, 63% do total de animais atendidos são salvos. Depois de recuperados, são encaminhados para zoológicos ou para o seu habitat natural, conforme critérios da Polícia Ambiental e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Entre os atendimentos recentes que tiveram acompanhamento do Geas está o de uma onça-pintada de 22 anos, operada em março deste ano, no Hospital Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp.

Proveniente do zoológico de Sorocaba, o animal sofria de freqüentes infecções na cauda, provocadas por mordidas devido ao estresse pelo encarceramento prolongado. Recuperada, ela voltou para o zoológico.

Além do zoológico de Sorocaba, o Geas mantém parceria com o zoológico de Bauru e com o Instituto Ambiental Flora Vida, ligado a Anidro do Brasil. Especializada na identificação do princípio ativo de plantas medicinais, a empresa possui um centro de triagem e reabilitação para cuidar de algumas aves apreendidas de traficantes.

O objetivo das parcerias é desenvolver laudos sobre a saúde, o habitat e a identificação das espécies antes de serem reconduzidas à natureza.

O grupo organiza, quinzenalmente, palestras e seminários de revisão científica com especialistas e alunos sobre a biologia de animais selvagens.

FONTE:
http://www.jcnet.com.br/editorias/detalhe_regional.php?codigo=51415


<< Voltar às Notícias


Sugestões e comentários sobre este portal: rosmari@floraefauna.com
Copyright © 2004 - 2007 - Flora e Fauna. Todos os direitos reservados.