A
estratégia brasileira de criação
de áreas protegidas faz do país a segunda
nação do mundo em termos percentuais que
mais protege ambientalmente seu território, suas
espécies e seus ecossistemas. Ao todo, o governo
brasileiro mantém 243 unidades de conservação,
abrangendo oito das onze categorias previstas no Sistema
Nacional de Unidades de Conservação – SNUC.
Isso sem contar com as reservas particulares criadas por
iniciativa dos proprietários e homologadas pela
União. Juntas, essas unidades somam 52 milhões
de hectares representativos de todos os biomas nacionais.
A mais completa publicação sobre essas unidades
de conservação federais chega agora ao público
brasileiro pelas mãos da editora Metalivros e apoio
técnico científico do Ibama. (O lançamento
será no dia 10 de maio de 2005, 19 hs, na Oca da
Tribo Restaurante – SCES Trecho 2/3 – lote 59 - Brasília).
Trata-se de uma publicação de 336 páginas
impressas em cores e ilustrado com textos inéditos
e cerca de 200 fotos de todas as unidades, revelando paisagens
e espécies características de cada bioma.
Imagens de satélite e mais de 40 mapas também
foram produzidos especialmente para a obra que será
referência obrigatória sobre o assunto no
Brasil. Cada unidade de conservação é
apresentada no âmbito de sua região, porém
agrupada dentro na cada categoria a que pertence.
Fruto da iniciativa da Metalivros, que criou o projeto
e buscou patrocínios por meio da Lei Federal de
Incentivo à Cultura, a publicação
foi possível graças ao apoio técnico
e científico fornecido pelo Ibama.
Quais são as UCs existentes no Brasil
As categorias de unidades de conservação
federais existentes no país são as seguintes:
parque nacional, reserva biológica, estação
ecológica, refúgio de vida silvestre, área
de proteção ambiental, área de relevante
interesse ecológico, reserva extrativista, floresta
nacional e reserva particular do patrimônio natural.
Cada uma delas cumpre um papel dentro da estratégia
brasileira de conservação da natureza. Algumas
delas, permitem o uso sustentável dos recursos
naturais, como é o caso das florestas nacionais
e reservas extrativistas.
Outras, permitem apenas o uso indireto para ações
de educação e turismo, a exemplo dos parques
nacionais e reservas particulares. Existem ainda aquelas
cuja finalidade se destina apenas para a pesquisa científica,
estando restritas ao acesso de público. Este é
o caso das estações ecológicas e
reservas biológicas.
O trabalho de criação, implantação
e gestão de unidades de conservação
no Brasil foi iniciado em 1937 com a criação
do Parque Nacional de Itatiaia, entre o Rio de Janeiro
e Minas Gerais, em 1937. Com o surgimento do Ibama, em
1989, o desenvolvimento de mapeamentos detalhados das
antigas e das atuais UCs foi primordial para o gerenciamento
ambiental.
700 anos a. C.
As primeiras unidades de conservação, reservas
ou áreas protegidas, conforme seja a denominação
que se queira usar, surgiram provavelmente no Oriente
próximo, na região hoje dominada pelo Iraque,
como uma prática do povo assírio, fundador
de uma importante civilização que floresceu
entre os rios Tigre e Eufrates. Os assírios reservavam
determinadas áreas para a prática da caça
e ali não se podia desenvolver outras atividades,
estabelecendo um primórdio do conceito de área
protegida.
Registros apontam que, no século IV a. C., era
prática corrente na Índia o estabelecimento
de florestas sagradas onde eram proibidas as atividades
humanas extrativistas ou qualquer outra forma de uso dos
recursos naturais.
Na era moderna, foi a criação do Parque
Nacional de Yellowstone, em 1872, nos Estados Unidos,
o marco para a definição de espaços
geográficos destinados à proteção
da biodiversidade. A partir do modelo norte-americano,
outros paises passaram a estabelecer unidades de conservação
baseadas no princípio fundado junto com Yellowstone,
ou seja: manter os recursos naturais intocados e manejar
a unidade para uso público.
Em 1879, o Parque Nacional Real surgiu na Austrália
dentro do espírito da criação de
áreas protegidas. Em seguida, vieram o Parque Nacional
de Banff, no Canadá; o de Tongariro, na Nova Zelândia
(1887); o de Kruger, na África do Sul (1898).
No Brasil, os ventos conservacionistas começaram
a soprar em 1876, quando o engenheiro André Pinto
Rebouças iniciou os estudos para a criação
de um parque nacional da Ilha do Bananal,o que se concretizaria
apenas em 1959. Efetivamente, o primeiro parque nacional
criado no país foi o de Itatiaia, localizado entre
os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, em 1937.
Atualmente, as unidades de conservação criadas
no país representam 51.728.772 hectares protegidos
em todos os biomas: 49,4 na Amazônia; 12,5% na Mata
Atlântica; 10,3% na Caatinga; 23,9% no Cerrado;
1,8% no Pantanal e 2,1% nos Pampas.
Mais informações: Jaime Gesisky – 61 – 8122
6042
Jaime Gesisky
Ibama/Sede
FONTE:
http://www.ibama.gov.br/novo_ibama/paginas/materia.php?id_arq=2686