O
“Programa para a Conservação da Biodiversidade
nos Sítios do Patrimônio Mundial Natural
do Brasil”, que prevê novos investimentos, no valor
total de US$ 4,5 milhões, para consolidar os diversos
sítios brasileiros e estabelecer uma gestão
coordenada de ações nos níveis nacional,
estadual e municipal, foi lançado nesta terça-feira,
às 14h30, em Brasília. Na primeira fase
do projeto serão beneficiados cinco sítios
reconhecidos até o ano 2000: Parque Nacional de
Iguaçu, os complexos de áreas protegidas
da Costa do Descobrimento e das Reservas do Sudeste, a
Área de Conservação do Pantanal e
o Parque Nacional do Jaú, contemplando no total
39 áreas protegidas.
O anúncio foi feito pela Ministra do Meio Ambiente,
Marina Silva, e contou com a presença do Representante
da UNESCO no Brasil (Organização das Nações
Unidas para a Educação, a Ciência
e a Cultura), Jorge Werthein, do Presidente do IBAMA,
Marcos Barros, do Secretário de Biodiversidade
e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João
Paulo Capobianco, da Secretária Geral do WWF-Brasil,
Denise Hamú, do Diretor da Conservação
Internacional para a Mata Atlântica, Luiz Paulo
Pinto, e da Representante Nacional da The Nature Conservancy,
Ana Cristina Barros.
Na Fase I do Programa, prevista para quatro anos, serão
executadas ações estruturais em cada um
dos cinco sítios, tais como proteção
de espécies e ecossistemas, conscientização
pública e educação ambiental, treinamento
e promoção de ecoturismo ou outras iniciativas
de desenvolvimento sócio-econômico sustentável.
Numa segunda fase, serão inseridos os novos sítios
reconhecidos após o ano de 2000, incorporando novas
linhas temáticas, tais como recuperação
ambiental; cultura e meio ambiente, e saúde e meio
ambiente. Duas novas áreas, já declaradas
Sítios do Patrimônio Mundial em 2001, serão
inseridas nesta fase: Áreas Protegidas do Cerrado,
que incluem a Chapada dos Veadeiros e o Parque Nacional
das Emas e as Ilhas Atlânticas Brasileiras, com
as Reservas de Fernando de Noronha e Atol das Rocas.
O Brasil possui, atualmente, sete áreas reconhecidas
como Sítios do Patrimônio Mundial Natural
pela UNESCO. Os sítios de patrimônio natural
são formações físicas, biológicas
e geológicas excepcionais, locais de ocorrência
de espécies animais e vegetais ameaçadas
e áreas de alto valor científico, de conservação
ou estético. Com o propósito de criar uma
política diferenciada e inovadora para essas áreas,
o Governo Brasileiro, a UNESCO e três Organizações
não-governamentais resolveram elaborar um “Programa
para Conservação da Biodiversidade nos Sítios
do Patrimônio Mundial Natural no Brasil”, que foi
apresentado à Fundação das Nações
Unidas.
A criação do Programa foi fundamentada na
preocupação contemporânea com a perda
da diversidade biológica, para a qual são
necessárias medidas que envolvam simultaneamente
os aspectos ambientais, sociais, econômicos, culturais
e científicos. Com uma duração mínima
de dez anos, o Programa começou a ser construído
no primeiro semestre de 2001, contando com a participação
da Diretoria de Áreas Protegidas da Secretaria
de Biodiversidade e Florestas do Ministério do
Meio Ambiente, da Diretoria de Ecossistemas do IBAMA,
da UNESCO-Brasil, do WWF-Brasil, da Conservação
Internacional e da The Nature Conservancy. Para cada dólar
investido pelo Governo Brasileiro, o conjunto de doadores
colocará quatro dólares, a fundo perdido.
Uma das ferramentas que os países dispõem
para conservar sua diversidade biológica e cultural
é a Convenção de Proteção
do Patrimônio Mundial - gerida pela UNESCO por meio
do Centro do Patrimônio Mundial - que, desde 1972,
reconhece sítios de importância cultural
e natural; o Brasil é signatário da Convenção
desde 1977. Na avaliação dos parceiros,
o Brasil é um dos países que mais tem contribuído
para enriquecer a lista de bens naturais da Convenção,
pois é um país megadiverso, guardando em
seu território quase 20% de todas as espécies
da fauna e da flora conhecidas em todo mundo.
FONTE: http://www.unesco.org.br/noticias/releases/conservbio/noticias_view