Índios e cientistas podem trabalhar juntos em áreas indígenas, sem biopirataria?


O presidente da Funai, Mércio Pereira Gomes, antropólogo e professor da UFF, acha a idéia perfeitamente possível, desde que haja acordos neste sentido assinados entre Universidades e a própria Funai

Mércio Pereira proferiu palestra na reunião da SBPC e Sociedades Científicas Associadas na Finate/UnB, em Brasília, na quarta-feira, dia 8.

Diante da proposta feita pelo presidente da SBPC, Ennio Candotti, de se estabelecer uma relação entre pesquisadores e povos indígenas para o uso de suas terras como laboratórios de pesquisa científica com a participação ativa dos próprios índios, o presidente da Funai reagiu positivamente.

Acordos entre Universidades, Funai e povos indígenas poderiam promover experiências neste sentido, com a preocupação permanente de atrair e formar os índios para o trabalho científico, a partir de sua própria cultura.

A idéia de Ennio é promover, talvez em abril de 2005, um seminário, em Brasília, em Manaus ou até em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, sobre as questões da ‘presença científica em terras indígenas’.

Mércio Pereira se disse pronto a ajudar na promoção deste encontro.

Em sua palestra, ele afirmou que o Brasil pode ganhar o Prêmio Nobel da Paz em virtude de sua política de demarcação das terras indígenas, uma conquista exemplar e surpreendente no mundo de hoje.

Hoje vivem no Brasil 420 mil índios contra os 120 mil que existiam em 1952. Suas terras demarcadas abrangem atualmente um milhão de km2, que representam 22% da região amazônica.

FONTE: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=23897


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