Conservar o solo preserva a qualidade das águas


Debater a importância de conservar o solo – questão profundamente ligada à preservação da água – e comemorar o Dia Nacional de Conservação do Solo, é o que a Agência Nacional de Águas (ANA) promove no próximo dia 15 de abril, entre autoridades de diversos setores do ramo – como agricultura, pecuária, meio ambiente, desenvolvimento agrário, etc. A abertura está marcada para às 10h e contará com as presenças de José Machado, diretor-presidente da ANA, Antônio Ernesto, presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), dentre outros. O Dia da Conservação do Solo foi instituído no ano de 1989.

Conservação de solo é o nome dado ao uso adequado de práticas agrícolas que visam reduzir os processos erosivos que se instalam quando a água não se infiltra adequadamente no terreno. O volume de água escoado superficialmente deixa de reabastecer os aqüíferos responsáveis pela manutenção das águas de córregos e rios, além de arrastar a terra para os corpos hídricos, o que provoca o assoreamento. Segundo a EMBRAPA, cerca de R$ 4 bilhões de reais são perdidos anualmente em processos erosivos. Esse dinheiro é investido em recuperação da terra de cultivo, devido à perda de nutrientes e redução das capacidades produtivas.

O rio Taquari é um exemplo de como a conservação do solo influencia diretamente na condição das águas. Sendo um dos mais importantes rios do Pantanal, o Taquari é afluente do rio Paraguai, com 801 km – cortando os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Seu processo de recuperação promovido com recursos do GEF, Fundo para o Meio Ambiente Mundial, durou quatro anos (2000-2004), do qual participou a ANA, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e a Organização dos Estados Americanos (OEA).

Lá foi desenvolvido um programa de ações estratégicas voltadas para o gerenciamento integrado e desenvolvimento sustentável na bacia do Pantanal, o que significou a proteção dos cursos d’água por meio de medidas como: construção de terraços, adequação de estradas, reformas e manejo das pastagens, cerca de proteção de mananciais, cobertura de palha das áreas de cultivo desgastadas pela chuva, etc.

Segundo o superintendente de Conservação de Água e Solo da ANA, Antônio Félix, o mais importante é que se pode reverter essa situação. Dando um choque na bacia do rio, aumentando em muito a área de plantio direto, fazendo a reconstrução das estradas rurais e recompondo a sua mata ciliar. Os governos federal e estadual, agricultores e a comunidade têm condições de dar uma grande contribuição para socorrer o Taquari, principal formador do Pantanal brasileiro, que por sua vez é o maior ecossistema do planeta, conclui Antônio Félix.


FONTE:
http://www.ana.gov.br/Destaque/destaque261.asp


<< Voltar às Notícias


Sugestões e comentários sobre este portal: rosmari@floraefauna.com
Copyright © 2004 - 2007 - Flora e Fauna. Todos os direitos reservados.