Látex importado é mais competitivo


Na notícia “Demanda firme sustenta as cotações da borracha”, publicada no Jornal Valor Econômico no último dia 3, destacam-se as colocações da Claudia Passos, diretora da Unilatex, usina de beneficiamento de látex. A valorização da moeda brasileira tem estimulado a importação da matéria-prima, que chega ao país com preço muito competitivo.

Quando se discute o mercado de látex, dois problemas principais são apontados: o látex nacional ainda é tido pela indústria consumidora em geral como uma matéria-prima de baixa qualidade; e a produção nacional é pequena frente à demanda.

Apesar de algumas usinas de beneficiamento de látex terem se modernizado e buscado a melhoria dos processos, ainda existe o estigma da baixa qualidade do látex brasileiro, que conduz a maioria das indústrias consumidoras à importação de látex da Tailândia e da Malásia, principalmente.

Ainda que se consiga mudar a visão da indústria quanto à qualidade do produto nacional, esbarra-se no segundo problema, de a produção de látex ser limitada devido, principalmente, à preferência dos produtores pelo coágulo que, apesar de menos remunerativo, é mais fácil de ser produzido.

Diante do exposto, o convencimento da indústria quanto à qualidade do látex e do heveicultor de que a produção de látex é uma atividade interessante do ponto de vista econômico se faz necessária e algumas usinas de beneficiamento de látex já trabalham nesta frente.

Confira, na coluna Borracha em Foco desta semana, a matéria “Seminário pretende integrar cadeia produtiva da borracha natural”, que traz informações sobre o III Encontro Nacional da Borracha Natural. O evento será realizado no dia 9 de maio, das 9h às 16h, no Expo Center Norte, em São Paulo, dentro da Expobor 2006.

Também é leitura “obrigatória” o artigo enviado pelo Dr. Eurico Pinheiro, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, sobre a seringueira na Amazônia, disponível em www.borrachanatural.agr.br/artigos.

O destaque desta edição é a inauguração, na semana passada, da fábrica de pneus da alemã Continental em Camaçari, na Bahia. De acordo com informações do Valor Online, o investimento total foi de US$ 260 milhões. A unidade deverá atingir a produção de 9.000 pneus de automóvel por dia no final de 2006.

Heiko Rossmann
Coordenador


FONTE:
http://www.borrachanatural.agr.br/borrachaviaemail/editorial/060413.php


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