Prefeitura de Ribeirão Preto intensifica combate às queimadas urbanas


Fumaça agride meio-ambiente e é prejudicial à saúde da população



Foto: Carlos Natal

Além de intensificar a fiscalização sobre as publicidades irregulares, que invadem canteiros centrais e cobrem postes de iluminação pública, a Prefeitura parte, agora, para o combate às queimadas urbanas.

Para isso a patrulha ambiental, formada por fiscais e guardas civis municipais, está nas ruas, detectando diariamente pontos de queimadas em terrenos baldios na área urbana. Equipe de fiscais da Prefeitura também constatam o problema, seja casualmente, ou por verificação de denúncia.

“Confirmada a infração, a equipe identifica, no cadastro da Secretaria Municipal da Fazenda, o proprietário do terreno onde houve a queimada e emite auto de infração e multa”, explica o chefe da Fiscalização Geral da Prefeitura, Vanderci Faustino. Ele explica também que as queimadas em maiores proporções são comunicadas à Promotoria Pública para as providências cabíveis. “Nossa intenção não é tão somente multar, mas, sobretudo, conscientizar as pessoas sobre a necessidade de se evitar queimadas”, completa.

Faustino esclarece que as multas são emitidas aos proprietários, porque perante a lei são eles os responsáveis por suas propriedades e, mesmo sob a alegação de que não provocaram as queimadas, devem responder pela infração.

As denúncias sobre queimadas urbanas podem ser feitas por telefone para o número 618-7661 ou 0800-77-19-856.

Agressão à saúde - Segundo artigo do médico e professor universitário José Carlos Manço, mais de 70 produtos químicos já foram identificados na fumaça resultante das queimadas, sendo que muitos desses produtos são tóxicos ou têm ação cancerígena. De modo geral, os componentes básicos da poluição atmosférica resultante das queimadas são:

Material particulado – Mais de 90% da massa de partículas encontradas na fumaça produzida pela queima de produtos vegetais, como é o caso das queimadas nos canaviais e das queimadas urbanas, consiste de partículas finas, justamente a fração de material particulado (MP) que maior prejuízo traz à saúde. Essas partículas medem menos do que 10 micrômetros (milésima parte do milímetro), são invisíveis a olho nu, e podem ser levadas para dentro dos pulmões através do ar inalado na respiração. As partículas maiores não chegam a penetrar profundamente no aparelho respiratório, pois ficam retidas nas narinas e nas vias aéreas superiores, mas nem por isso deixam de ser prejudiciais. As partículas maiores, visíveis a olho nu, representam o “carvãozinho” que se deposita no chão e nos objetos quando ocorrem queimadas.

Substâncias cancerígenas – As partículas descritas acima contêm, além do elemento carbono (principal constituinte do carvão), um número muito elevado de substâncias químicas, que formam o grupo de Material Orgânico Particulado (MOP). A combustão de matéria orgânica, como nas queimadas, é uma das principais fontes do MOP encontrado na atmosfera. Entre as substâncias presentes no MOP, há os compostos conhecidos pelo nome de Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPAs), muitos deles com propriedades carcinogênicas (causadoras de câncer), como é o caso do Benzopireno, Benzofluoranteno, Benzoantraceno e Benzofenantreno.

Gases tóxicos – As queimadas lançam na atmosfera gases tóxicos tais como aldeídos (vários), dióxido de enxofre, óxidos de nitrogênio e monóxido de carbono. Sob a ação da irradiação solar, o monóxido de carbono, na presença de óxidos de nitrogênio e outros produtos orgânicos (hidrocarbonetos), sofre reação química formando ozônio (O3), que é um gás extremamente tóxico e irritante para as mucosas e o aparelho respiratório.

FONTE:
http://www.saude.ribeiraopreto.sp.gov.br/ccs/noticias/0505/12/i33c-prefeitura.htm#


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