Uma
iniciativa do Quênia com vistas a obter uma moratória
de 20 anos para o comércio do marfim fracassou
durante reunião da Cites - Convenção
sobre Comércio Internacional de Espécies
Ameaçadas da Fauna e da Flora, celebrada em Bangcoc.
O
fracasso foi interpretado como "pena de morte"
aos elefantes por seus defensores, presentes na conferência
internacional que começou no último dia
2 na capital tailandesa e durante a qual as 166 partes
signatárias devem regulamentar o comércio
internacional destas espécies.
A
iniciativa do Quênia, que recebeu o apoio da União
Européia, não conseguiu reunir os dois terços
dos votos necessários, afirmaram os delegados.
Uma
moratória internacional começou a vigorar
em 1989, depois que a população de elefantes
começou a diminuir nos anos 70 e 80 devido ao tráfico
de marfim.
Reunida
em Genebra, a Cites inscreveu a espécie no anexo
I da Convenção --que lista animais cujo
comércio está proibido.
Mas
o aumento da população de elefantes na África
motivou os apelos para uma retomada limitada das exportações
de marfim nos países onde os elefantes são
objeto de uma vigilância eficaz.
Este
assunto foi um dos mais polêmicos discutidos na
Cites. Um projeto de moratória de seis anos também
fracassou.
"Os
elefantes do mundo inteiro vão sofrer as conseqüências.
Os que votaram contra esta proposta votaram contra os
elefantes", disse um porta-voz do Fundo Internacional
para o Bem-estar Animal.
A
África tem atualmente uma população
de elefantes estimada entre 400 mil e 600 mil indivíduos.
(France Presse)
FONTE: http://www.ambientebrasil.com.br