Para
garantir mais eficiência nas operações
de fiscalização, fiscais do Ibama, agentes
da Polícia Federal e da Funai serão treinados
para padronizar a autuação de infrações
relacionadas à biopirataria. De hoje a quinta-feira,
o Departamento do Patrimônio Genético do
Ministério do Meio Ambiente e a Diretoria de Proteção
Ambiental do Ibama realizam o workshop "Ação
fiscal para o controle do acesso ao patrimônio genético
e ao conhecimento tradicional associado". Essa é
a primeira iniciativa de capacitação de
fiscais de meio ambiente sobre o assunto e contará
com a participação de 45 agentes de diversos
estados.
O diretor de Patrimônio Genético do MMA,
Eduardo Vélez, explica que o objetivo é
capacitar os agentes para a nova legislação
de combate à biopirataria. Como os fiscais e agentes
participam de operações de fiscalização
sobre assuntos diversos, a capacitação específica
sobre recursos genéticos garante maior eficiência.
Serão tratados temas como a Convenção
da Diversidade Biológica, conceitos relacionados
à biopirataria, acesso aos componentes do patrimônio
genético e conhecimentos tradicionais associados
e a legislação brasileira sobre a questão.
O assunto tem um certo grau de complexidade, por isso
precisamos garantir que nossos fiscais tenham as informações
corretas e procedimentos padronizados para a aplicação
precisa da lei , afirmou Velez.
A oficina irá permitir que a fiscalização
diferencie o que é uma coleta simples de material
biológico do que é bioprospecção
com fins de biopirataria. Uma coleta simples é
a busca flores ou folhas no mato para fazer chás
medicinais ou para determinadas cerimônias religiosas.
Após a capacitação, os fiscais terão
mais instrumentos para diferenciar o biopirata do infrator
comum, assegurando o enquadramento de acordo com a infração.
Os fiscais também serão treinados para identificar
os documentos necessários para a bioprospecção
e para a remessa de amostras para o exterior, possibilitando
maior eficiência na fiscalização e
garantindo que pesquisadores com autorizações
do Ibama e do Conselho de Gestão do Patrimônio
Genético possam trabalhar com segurança.
ASCOM
FONTE:
http://www.amazonia.org.br/noticias/noticia.cfm?id=138741