O Ministério do Meio Ambiente reforçará
as ações do governo no plano de combate
ao desmatamento na Amazônia, na área de abrangência
da BR-163, na regularização fundiária
e da Portaria nº 10, do Incra. A informação
foi dada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva,
nesta segunda-feira (14), em Brasília, durante
entrevista, sobre o assassinato da irmã Dorothy
Stang, morta no último sábado (12), no município
de Anapu (PA).
De acordo com Marina, que estava em Porto de Moz, no Pará,
quando foi informada sobre o assassinato da missionária,
o ministério está participando intensamente
do processo de investigação. "Tudo
que venha contribuir para a investigação
e a punição dos criminosos deve ser considerado
sem nenhum tipo de reserva. Independentemente da federalização
o crime é de direitos humanos", afirmou a
ministra. Marina Silva participa nesta terça-feira
(15) de reunião emergencial na Casa Civil juntamente
com outros ministros para tratar sobre o assunto.
A ministra informou ainda que nos próximos dias
serão criadas mais cerca de 4 milhões de
hectares de Unidades de Conservação na Terra
do Meio, região de conflito. "Vamos precisar
de reforço. Tenho a responsabilidade do ponto de
vista socioambiental e das minhas atribuições".
A ministra salientou que o ministério faz parte
de uma comissão executiva, formada por 15 ministérios,
para reforçar as ações estruturantes
e de desenvolvimento sustentável na Amazônia.
"Fazemos um trabalho integrado em várias frentes
para reforçar e ampliar o contingente das Polícias
Federal e Rodoviária, do Ibama, do Exército,
e toda parte de viatura, de aeronaves, entre outros".
A ministra ressaltou que o Ministério está
trabalhando há dois anos na estrutura de implementação
de 19 bases na Amazônia. Atualmente estão
montadas seis bases, as demais serão montadas até
o final desse semestre. Segundo Marina Silva, o ministério
discute com o Ibama e com o Incra, a possibilidade de
uma base avançada dentro da área de conflito
do Projeto de Desenvolvimento Sustentável de Esperança,
a 40 quilômetros de Anapu; . "Estamos fazendo
dessas bases avançadas também um misto de
presença do Estado. Temos um século de ausência
do Estado na Amazônia e o esforço é
muito grande para constituição do Estado
na região", afirmou a ministra.
Segundo o diretor de Proteção Ambiental
do Ibama, Flavio Montiel, mais mais 90 fiscais serão
remanejado para trabalhar em tempo integral na Amazônia.
Hoje existem 980 fiscais que trabalham na execução
do plano nas bases. "Os 90 fiscais serão remanejados
em sistema de rodízio de outras regiões
para ampliar o efetivo, que trabalhará para coibir
os grandes desmatamentos em terras públicas e privadas",
disse Montiel.
Segundo ele, uma base é constituída de infra-estrutura
para que todas as equipes integradas do governo operem
com condições para acompanhar o desmatamento.
"O sentido maior da base é dar o caráter
permanente da presença do Estado com todos os equipamentos
necessários ao funcionamento eficaz", informou
Montiel.
ASCOM
FONTE:
http://www.mma.gov.br/ascom/ultimas/index.cfm?id=1552