Aldem
Bourscheit
O Brasil assegurou este mês a doação
de US$ 2 milhões (cerca de R$ 4,6 milhões)
para eliminar, até o fim de 2006, o consumo do
brometo de metila na produção de fumo, plantas
ornamentais, tomates, morangos e outras culturas. A substância
é usada para "limpar" a terra, mantendo
as plantas livres de pragas durante o crescimento. No
entanto, é mais prejudicial à Camada de
Ozônio que os gases CFCs. Os recursos foram aprovados
durante reunião do fundo das Nações
Unidas para implementação do Protocolo de
Montreal, semana passada, no Canadá.
Com a doação, o Brasil poderá desenvolver
ou ampliar o uso de novas tecnologias para culturas que
ainda consomem a substância. A eliminação
do brometo será coordenada pelos ministérios
do Meio Ambiente e da Agricultura, com apoio da Organização
das Nações Unidas Para o Desenvolvimento
Industrial (Unido, sigla em inglês) e da Espanha.
O uso da substância, que foi de 1,79 mil toneladas
em 1998, caiu para 440 toneladas em 2002. Já em
2003, o Brasil consumiu 363 toneladas do veneno, de acordo
com levantamento do Ministério da Agricultura.
Foram consultadas associações de produtores,
governos, revendas de produtos agropecuários, cooperativas,
produtores e pesquisadores. A pesquisa mostrou que o consumo
do brometo vem caindo a cada ano, e levou o governo a
elaborar um plano para eliminar em definitivo seu uso,
assegurando os recursos internacionais.
O consumo do brometo de metila pelo setor de tabaco está
proibido desde janeiro deste ano pela Instrução
Normativa 01/2002, dos ministérios do Meio Ambiente
e da Agricultura. Em 2003, o setor consumiu 132 toneladas
do produto. A maioria das empresas e produtores está
usando hoje a tecnologia de "bandejas flutuantes".
Com isso, a semeadura não é mais feita diretamente
na terra, mas em substratos de solo ou cascas de árvore
esterilizados e enriquecidos com fertilizantes. Depois
de germinar, as mudas são transplantadas para o
solo.
ASCOM
FONTE:
http://www.mma.gov.br/ascom/ultimas/index.cfm?id=1845