Levantamento
mundial destaca 595 regiões que precisam ser urgentemente
preservadas. Taylor Ricketts, o líder do estudo,
explica que se nada for feito poderá ocorrer uma
crise global de extinção da biodiversidade.
Em ilhas e montanhas, a situação está
pior. Se os cientistas acreditam que 245 espécies,
principalmente dos grandes grupos taxonômicos, desapareceram
da face da Terra desde 1500, outras 794 estão sob
risco iminente de também receber o rótulo
de extintas.
A alteração desse destino, segundo estudo
da Aliança para a Extinção Zero que
será publicado esta semana na edição
online da Proceedings of the National Academy of Sciences
(PNAS), passa pela preservação urgente de
595 áreas em todo o mundo. Esses pontos seriam
a salvaguarda para que o mundo ficasse livre de uma crise
de extinção nos próximos anos. A
Aliança para a Extinção Zero reúne
52 instituições de pesquisa, entre universidades
e órgãos não- governamentais, como
o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) e a Conservação
Internacional.
"Ilhas e montanhas são ambientes isolados.
Muitas das espécies só existem ali. Pelos
resultados obtidos em nosso estudo, verificamos que essas
plantas e animais devem ter um tratamento especial",
disse o líder da pesquisa, Taylor Ricketts, diretor
do Programa de Ciências da Conservação
da WWF, em Washington, Estados Unidos, à Agência
Fapesp. Das 794 espécies sob risco imediato, 678
vivem nos dois ambientes. As outras 116 estão em
regiões continentais.
Para montar o mapa dos pontos críticos para a extinção
de espécies – as áreas tropicais e as regiões
próximas às grandes zonas metropolitanas
são as mais pressionadas –, os pesquisadores levaram
em conta três itens. O local, para ser considerado
pela pesquisa, deveria contar com pelo menos uma espécie
ameaçada de extinção pela lista de
2004 da União Mundial para a Natureza (UICN). Além
disso, a região deveria ser conhecidamente local
de residência dos animais e ter fronteiras bem definidas,
como um pequeno lago, por exemplo.
"Definitivamente, existem algumas incertezas em nossa
lista de espécies e de lugares. As espécies
raras são também pouco conhecidas e podemos,
no futuro, descobrir que algumas existem em outras regiões.
Entretanto, o inverso também pode ocorrer. Podemos
encontrar espécies com um hábitat mais reduzido
do que se imagina até agora", aponta Ricketts.
No caso do Brasil, a lista de espécies sob risco
de desaparecer é bastante grande. O país
é o terceiro da lista, com 39 pontos considerados
como de preservação urgente. O México
lidera o ranking, com 63, e a Colômbia aparece em
segundo lugar, com 48. Os primeiros países desenvolvidos
na relação são a Austrália
e os Estados Unidos, que dividem a oitava posição
com Cuba e Venezuela, com 18 áreas.
Fonte:
http://www.cidadania.org.br/conteudo.asp?conteudo_id=5437