Apenas
em uma fábrica da Volkswagen, no interior de São
Paulo, a contenção chega a 70 mil metros
cúbicos de água por mês, que gera
uma economia de R$ 200 mil a R$ 250 mil mensais para a
empresa.
O Brasil, maior reservatório de água doce
do mundo, deixa de economizar cerca de 1,65 bilhão
de litros por dia por não investir no reuso da
água. Uma pesquisa realizada pela Hidrogesp "
empresa especializada no desenvolvimento e gestão
de soluções sustentáveis em água
" mostra que, caso todas as indústrias brasileiras
reutilizassem a água que compram das concessionárias,
o País economizaria o suficiente para abastecer
8,2 milhões de pessoas, mais da metade da população
da cidade de São Paulo. Segundo o presidente da
Hidrogesp, Antonio Lot, esse é um exemplo claro
de desperdício e, também, de falta de incentivo,
uma vez que apenas 1% das indústrias faz o reuso.
"É preciso alertar os prefeitos e o empresariado
sobre a importância de se investir no reuso da água.
Pois, além de preservar a natureza, gera uma economia
expressiva para as empresas e, sucessivamente, para o
País", diz o executivo, que ainda ressalta
que, no Brasil, existem mais de 7 milhões de pessoas
sem água encanada. "O problema existe, e a
resposta também. Temos a faca e o queijo nas mãos,
basta fazermos uso deles."
A Hidrogesp tem uma parceira com a Volkswagen que implica
em um moderno complexo de reaproveitamento de água
industrial que funciona em uma fábrica da montadora,
em Taubaté, interior de São Paulo. A estação,
que começou a operar em escala reduzida em abril
de 2003 e atingiu sua capacidade plena em junho do mesmo
ano, permite a recuperação e reutilização
de 70% da água consumida na fábrica. Isso
representa uma reserva de 70 mil metros cúbicos
de água por mês, que resulta em uma economia
de R$ 200 mil a R$ 250 mil mensais, além de ser
suficiente para prover 9 mil pessoas/mês. "Trata-se
de um importante passo no Sistema de Gestão Ambiental
da unidade, que busca uma operação cada
vez mais sustentável", enfatiza Lot.
A Hidrogesp fez um investimento inicial de R$ 5 milhões
na instalação do complexo. O contrato firmado
entre as companhias é conhecido como BOT (Building,
Operation and Transfer), ou seja, a Hidrogesp, além
de construir o sistema, será responsável
pela sua operação durante cinco anos. Após
esse período, a Volkswagen assumirá o seu
gerenciamento. Carllos Santos Cia da Informação.
FONTE:
http://www.ecopress.org.br/eco/