A
incorporação de tecnologia ao perfil dos
produtores da agricultura familiar poderá ser realizado
de acordo com as características diferenciadas
por região, considerando as culturas e nicho de
mercado onde estes estão inseridos. Na região
amazônica, considerando as questões ecológicas
e ambientais. A castanha-do-brasil é uma alternativa
de preservação do meio ambiente podendo
ser utilizada como madeira e, o fruto para o aproveitamento
de doces, bolos, óleos.
O
fruto, conhecido como ouriço, é utilizado
como combustível ou na confecção
de objetos, mas o maior valor é a amêndoa,
alimento rico em proteínas, lipídios e vitaminas
podendo ser consumida ou usada para extração
de óleo. Do resíduo obtém-se torta
ou farelo usada como misturas em farinhas ou rações
e, o leite possui valor na culinária regional.
Por
ser uma árvore protegida por lei e ainda não
existir plantios significativos seu fruto tem elevado
valor econômico como produto extrativo florestal.
É
considerado um dos produtos mais completos e ricos em
termos nutricionais, sendo excelente fonte de proteínas,
vitaminas e minerais, que auxiliam desde o desenvolvimento
do organismo até a prevenção de doenças
do coração e de câncer. Seu valor
protéico é tão significativo que
é também chamada como "carne vegetal".Além
disso, a madeira da castanheira é indicada para
construção civil interna leve, tábuas
para assoalhos e paredes, painéis decorativos,
forros, fabricação de compensados, embalagens.
A madeira é moderadamente pesada, macia ao corte,
textura média, grã direita, superfície
sem brilho e lisa ao tato, de boa resistência ao
ataque de organismos xilófagos. Pode também
ser considerada como boa fonte de celulose. Atualmente,
a exploração de exemplares nativos é
proibida por lei, mas o que não impede seu plantio
com a finalidade de reflorestamento tanto em plantios
puros quanto em sistemas consorciados.
As
castanhas ou sementes são muito apreciadas para
consumo, sendo internacionalmente conhecidas, constituindo
um dos principais produtos de exportação
da Amazônia.
A
castanha-do-brasil é excelente opção
para o reflorestamento de áreas com solos de baixa
fertilidade, ao lado de outras espécies florestais
e nos sistemas agroflorestais. Hoje em dia, a exploração
de exemplares nativos é proibida pelo Decreto n
1282 de 19/10/ 1994 que não impede seu plantio
com a finalidade de reflorestamento, plantios puros e
em sistemas consorciados, lembra a pesquisadora, Marilia
Locatelli, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária,
vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento, em Rondônia. A espécie ocorre
na Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia e Guianas,
mas no Brasil existe em maior número e formações
compactas, nos estados do Pará, Amazonas, Acre,
Maranhão, Mato Grosso, Rondônia, Amapá
e Roraima. A castanha-do-Brasil no estado de Rondônia
apresenta floração nos meses de outubro
a dezembro, e frutificação de outubro a
março, prevendo uma rotação de 25
anos, segundo dados do experimento instalado há
18 anos no Campo Experimental da Embrapa em Machadinho
d´Oeste/RO. A árvore é de grande porte
podendo atingir até 50 m de altura e 2 m de diâmetro
na base, mas ainda não existem plantios significativos
da castanheira. Marilia Locatelli adverte que com relação
à aquisição de sementes os produtores
devem ter o cuidado de observar se as sementes são
oriundas de árvores sadias e de alta produtividade.
Com
relação à colheita e processamento
observar o controlar da aflatoxina, que ocorre se os frutos
ficarem muito tempo amontoados ao pé da castanheira
aguardando transporte. A União Européia,
maior importador de castanhas brasileiras, estabelece
limites máximos de tolerância de presença
da toxina que variam de 0,05 partes por bilhão
(ppb) a 5 ppb.
A
Pesquisadora da Embrapa Rondônia ressalta que a
castanha somente poderá ocupar um local de destaque
na pauta de exportações e de mercado interno
a partir do momento em que houver uma política
de estímulo destinada ao produtor extrativista,
mantendo o homem na floresta e aumentando a produção.
Com relação à exportação,
os produtores devem estar atentos às exigências
do mercado externo. Existe no Brasil a Instrução
Normativa nº 12, que estabelece a obrigatoriedade
da emissão do Certificado Sanitário específico
para o controle de contaminantes para a exportação
de castanha-do-brasil, e a Instrução Normativa
nº 13 que estabelece, através de Regulamentos
Técnicos, os critérios a serem adotados
para certificar a castanha para exportação.
De acordo com dados da Companhia Nacional Brasileira,
CONAB, em 2004 foram exportadas 13 mil 106 toneladas,
totalizando um valor de 21. 626 milhões de dólares,
sendo que apenas em janeiro de 2005 foram exportados 824
toneladas, rendendo um milhão de dólares
ao Brasil. Os principais consumidores de castanha-do-brasil
estão nos Estados Unidos e Europa - Reino Unido,
Alemanha e Itália.
Outras
informações sobre produção
de mudas, plantio e crescimento da castanha-do-Brasil
podem ser obtidas na Embrapa Rondônia, pelo telefone
(69) 225-9387 ou pelo e-mail sac@cpafro.embrapa.br. Dados
sobre o sistema da produção da espécie
também estão disponíveis no site
www.cpafro.embrapa.br .
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responsável: Daniela Garcia Collares (MTb/114/01
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