O
Campo Experimental de Ouro Preto do Oeste (CEOP) da Embrapa
Rondônia realizará curso de sangria de seringueiras,
de 17 a 19 de agosto, quando serão treinados 10
participantes da Associação Deixa o Verde
Viver. O objetivo do curso é selecionar 03 participantes
para sangria do seringal existente no campo.
Para isto, está em andamento o processo de parceria
entre a Embrapa Rondônia, Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério
da Agricultura, Pecuária e abastecimento, e a Associação
para exploração do seringal do CEOP. Neste
processo a Embrapa entra com a estrutura física
e material de sangria, enquanto a parceria com a mão-de-obra.
O início dos trabalhos está previsto para
1º de setembro com termino em 31 maio do próximo
ano. Esse trabalho já foi desenvolvido pela Embrapa
Rondônia em 2002/2003 e 2003/2004 com grande repercussão
no nível de Estado e região, havendo um
considerável aumento da produção
de borracha na região central do estado. “Nestes
períodos realizamos vários dias de campo
e cursos sobre sangria de seringueiras, paralelamente
recebemos visitas de técnicos e produtores de vários
municípios do Estado inclusive de estados vizinhos”
salienta o supervisor do Campo Experimental CEOP, João
Maria Diocleciano.
As seringueiras foram implantadas no Campo Experimental
no final da década de 70 com a finalidade de avaliar
clones promissores em relação à produção
e a resistência as principais doenças principalmente
o mal das folhas. Além destes experimentos também
foram instalados ensaios com seringueiras em consórcio
com café e, com cacau em área de produtor.
Nestes experimentos destacaram-se em produtividade os
clones IAN 717, IAN 873. Em relação aos
consórcios, enfatiza o pesquisador da Embrapa Rondônia,
José Nilton Costa, a variedade de café que
melhor se adaptou foi a Robusta e o interessante que o
consorcio quando comparado ao cultivo solteiro propicia
maior renda ao produtor.
Com a mudança de cenário na comercialização
da borracha, produtores têm buscado capacitação
junto a Embrapa em relação a extração
do látex em seus seringais, na maioria dos casos
inexplorados há muitos anos.
Os seringais foram implantados na década de 80,
em Rondônia, apoiados pelo Programa de Incentivo
de Produção da Borracha, Probor. Atualmente,
há uma motivação em explorar a borracha
devido a melhoria de preço nos últimos anos.
Embrapa
Rondônia
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Jornalista
responsável: Daniela Garcia Collares (MTb/114/01
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