O
presidente da Argentina, Néstor Kirchner, convocou
os países ricos a cumprirem com sua responsabilidade
moral de controlar as emissões de gases que, acredita-se,
causam o efeito estufa.
Em sua mensagem à conferência das Nações
Unidas sobre mudanças climáticas, em Buenos
Aires, Kirchner disse que há uma posição
contraditória dos países desenvolvidos.
O presidente argentino acusou os países ricos de
se esquivarem de suas responsabilidades ambientais apesar
de serem rigorosos em outros aspectos como as dívidas
externas dos países pobres.
Kirchner destacou que os países que enfrentam grandes
dívidas financeiras são, ao mesmo tempo,
"os maiores credores ambientais do planeta".
Segundo correspondentes em Buenos Aires, os comentários
do líder argentino eram direcionados aos Estados
Unidos.
O governo americano se recusou a aderir ao protocolo de
Kyoto e Kirchner culpa os Estados Unidos por apoiarem
a dura postura do Fundo Monetário Internacional
em relação à dívida argentina.
"Preservação da vida"
Segundo a agência de notícias AFP, em discurso
na abertura do segmento ministerial da conferência,
Kirchner disse que não se pode aceitar que "sociedades
inteiras sejam condenadas à extinção
simplesmente porque em outra parte do mundo pessoas não
concordam em fazer os esforços necessários".
As declarações do presidente argentino são
feitas cerca de um mês antes que seu país
lance o que está sendo considerada a maior e mais
complexa reestruturação de dívida
externa já feita.
A Argentina tem uma dívida de US$102,6 bilhões,
e analistas afirmam que o sucesso da reestruturação
é vital para que o país supere sua crise
econômica.
Em outros desdobramentos, Argentina e Espanha anunciaram
na conferência que vão criar um centro conjunto
na Patagônia para estudar os danos à camada
de ozônio da Terra.
FONTE:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2004/12/041216_argentinaclimag.shtml