Gerusa
Barbosa
O Diário Oficial da União desta segunda-feira
(17) publicou o decreto nº 5.758, do presidente da
República, que institui o Plano Estratégico
Nacional de Áreas Protegidas (PNAP). O anúncio
será feito pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma
Roussef, nesta segunda-feira, às 16h30, no Rio
de Janeiro, na cerimônia de inauguração
do Centro Tom Jobim - Cultura e Meio Ambiente do Jardim
Botânico. Também participarão da solenidade,
a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o ministro
da Cultura, Gilberto Gil.
Elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente, o Plano
passou por consulta pública nos meses de janeiro
e fevereiro e sua recomendação ao governo
federal foi aprovada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente
(Conama), em reunião realizada em Curitiba (PR),
em março. A proposta é considerada fundamental
para pactuação das metas que permitirão
ao País reduzir a perda de biodiversidade, por
meio da consolidação de um sistema ampliado
de áreas protegidas.
O PNAP inclui objetivos, diretrizes e estratégias
para as áreas terrestres e marinhas do Sistema
Nacional de Unidades de Conservação da Natureza
(SNUC). Também define estratégias para integrar,
em fases subseqüentes, as demais áreas protegidas,
como terras indígenas e quilombolas, num sistema
ecologicamente representativo e efetivamente manejado
até 2015. A elaboração do Plano é
um compromisso assumido pelo governo brasileiro para implementação
do Programa de Trabalho sobre Áreas Protegidas
da Convenção sobre Diversidade Biológica
(CDB) e das deliberações da 1ª Conferência
Nacional de Meio Ambiente. O PNAP é resultado de
um processo de construção que teve início
em 2004, com a assinatura de um protocolo de intenções
entre o Ministério do Meio Ambiente e um conjunto
de organizações não-governamentais
e movimentos sociais, nacional e internacional.
A implementação do Plano, de acordo com
o decreto, será coordenada por comissão
instituída pelo Ministério do Meio Ambiente
e contará com a participação de representantes
dos governos federal, distrital, estaduais e municipais,
de povos indígenas, de comunidades quilombolas
e de comunidades extrativistas, do setor empresarial e
da sociedade civil. Pelo decreto, a implementação
do Plano deverá ser avaliada a cada cinco anos,
ouvidos o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama),
a Fundação Nacional do Índio (Funai)
e a Secretaria Especial de Políticas de Promoção
da Igualdade Racial da Presidência da República.
ASCOM
FONTE:
http://www.mma.gov.br/ascom/ultimas/index.cfm?id=2455