O
superintendente do Serviço de Apoio a Micro e Pequenas
Empresas do Rio Grande do Norte (Sebrae/RN), José
Ferreira de Melo Neto, anunciou a escolha de Mossoró
para sediar um banco de abelhas-rainha e, depois desse
primeiro passo, a instalação de um Centro
Tecnológico do Mel. A medida faz parte do Projeto
do Mel, que já está pronto e que deverá
ser executado com prioridade em Mossoró. Para tanto,
serão investidos recursos da ordem de R$ 460 mil,
sendo R$ 237 mil pelo Sebrae-RN e o restante rateado entre
a Prefeitura Municipal de Mossoró e a Fundação
Estadual de Pesquisa. Segundo José Melo, “Mossoró
tem tudo para ser considerada a capital da apicultura
do Rio Grande do Norte”.
Atualmente,
os apicultores que atuam na região estão
enfrentando dois graves problemas. O primeiro deles é
a qualidade das abelhas rainhas que precisa ser melhorada.
Além disso, é pequeno o número delas.
E o segundo, é o caso da alta migração
no período da “enxamação”. Ele defende
que essas abelhas, deixando de migrar, vão produzir
mais mel.
Pelo
que expôs José Melo, dois subprodutos do
mel serão trabalhados com ampla possibilidade de
se tornarem economicamente viáveis: a cera e a
própolis.
Já
o diretor técnico do Sebrae Nacional, Luiz Carlos
Barbosa, acentua que a potencialidade exibida por Mossoró
nesse setor deve ser aproveitada ao máximo. Por
isso, promete bons resultados, embora todo diagnóstico
leve a crer que este não será um resultado
que virá de imediato, mas sim em longo prazo.
Atualmente,
o município já possui um mercado produtor
de grande qualidade e quantidade, e que é responsável
pela produção dos mais finos tipos de mel
que são exportados, inclusive, para países
europeus e outros do chamado Primeiro Mundo.
Em
muitas comunidades rurais do Nordeste, a atividade de
apicultura vem se revelando como uma fonte de trabalho
e renda para muitas famílias de pequenos agricultores.
FONTE:
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=205534